Uma Noite na Ópera
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Uma Noite na Ópera

Uma Noite na Ópera

Não perca! A foto mais engraçada já feita!

Tipo

Filme

Ano

1935

Duração

91 min

Status

Released

Lançamento

1935-11-15

Nota

7.4

Votos

546

Direção/Criação

Sam Wood

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Dois amantes que gostam e trabalham com ópera estão distantes porque o homem não é bem aceito como tenor. Os irmãos Marx, então, fazem com que o tenor normal esteja ausente para o outro ter sua grande chance, através de muitas palhaçadas típicas do grupo.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma comédia antológica com qualidades que fazem falta ao humor dos nossos dias.** Este é um dos maiores filmes da carreira dos Irmãos Marx, os reis da comédia nos primeiros anos do cinema falado e deixaram uma marca indelével na arte de fazer rir. Habilmente dirigidos por Groucho, o mais expedito e irónico de todos, cada um tinha uma personalidade própria e maneirismos: Groucho era o sarcástico das respostas prontas, ao passo que Chico assumia um falso sotaque italiano profundamente nasal e Harpo nunca dizia uma palavra, dedicando-se inteiramente ao "slapstick" e à mímica para fazer humor. O trio tinha feito um enorme sucesso em vários filmes lançados pela Paramount, nos quais participava também um quarto irmão, Zeppo, que assumia uma "persona" mais séria. Este é o primeiro filme que eles fizeram sem o irmão sério, que preferiu afastar-se do cinema em vez de assinar contracto com a MGM. Produzido por Irving Thalberg e dirigido por Sam Wood, o filme tem um roteiro repleto de reviravoltas e, por isso mesmo, não vou revelar grande coisa. Vale a pena ver o filme sabendo o menos possível acerca da história, pelo menos comigo funciona! Posso dizer, no entanto, que envolve um triângulo amoroso entre três cantores de ópera sendo um deles o principal alvo do massacre dos três irmãos. Há várias cenas dignas de antologia, como a da assinatura do contracto ou a famosa cena do camarote do barco, e todas elas foram concebidas com uma criatividade afiada que faz falta ao humor dos nossos dias. De facto, o argumento escrito acaba por ser um dos maiores pontos fortes do filme, pois dá aos três comediantes espaço de sobra para fazerem aquilo em que são bons, aliás eu não tenho a menor dúvida de que Groucho improvisa ou escreve as suas próprias piadas, e tem parte na escrita do material dado aos irmãos. Ele era genialmente criativo e este filme prova-o. O grande “problema” deste filme (ou, pelo menos, será para algumas pessoas) é ser muito musical… mas convenhamos, é um filme em que as personagens são cantores de ópera ou trabalham próximas desse universo! Não podemos esperar outra coisa! Terá sido uma boa ideia por parte dos argumentistas, considerando que os Marx já costumam inserir nos seus filmes as suas próprias partes musicais? Eu sinceramente não sei, acho que depende da sensibilidade de cada pessoa e da capacidade para aceitar tanta música num só filme. Eu, pessoalmente, não senti dificuldades, até porque adoro ópera, e gosto de poder ir ao teatro pelo menos uma vez por ano. No entanto, eu acredito que muitas pessoas vão achar demasiado. Claro, o ponto forte do filme é o humor de Groucho e Harpo, cada um com o seu jeito próprio de nos arrancar gargalhadas. Eu confesso que gostei especialmente da cena onde, para iludirem um polícia, trocam a camas de quarto e usam as janelas para sair e entrar repetidamente, mas essa é apenas uma de muitas boas cenas cómicas para ver e para desfrutar. Não há comédias assim presentemente. Para além dos três irmãos, o filme conta com boas interpretações de Alan Jones e de Kitty Carlisle, dois actores que estavam a viver o ápice das suas carreiras. Jones permanece um actor famoso graças a estes filmes. Curiosamente, Carlisle, que já tinha feito musicais na Broadway, viria, depois deste filme, a estrear-se como uma verdadeira cantora de ópera. Sig Ruman, Margaret Dumont e Walter Woolf King também fazem um bom trabalho neste filme, cujo sucesso contribuiu decisivamente para as suas respectivas carreiras. De facto, Dumont seria uma parceira regular dos Marx e uma grande amiga por muitos anos, assim como Ruman que, no entanto, foi muito além da comédia como sabemos.

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