Sangue e Honra
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Sangue e Honra

Sangue e Honra

O metal pesado é o medieval.

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

121 min

Status

Released

Lançamento

2011-03-03

Nota

6.1

Votos

791

Direção/Criação

Jonathan English

Orçamento

US$ 25.000.000

Receita

US$ 5.151.023

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Sangue e Honra leva diretamente a um dos momentos mais violentos e cruciais da Inglaterra do século 13. Quando alguns homens de bem revoltaram-se contra as injustiças do seu rei ambicioso, tornaram a devastadora batalha pelo castelo de Rochester em uma verdadeira lição de honra, ação e emoção. Esses heróis foram apagados das páginas da história…Até agora...

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme sobre um facto verídico da história, que entretém, mas é pouco rigoroso.** Em 1215, durante a Primeira Guerra dos Barões, ocorrida no rescaldo de uma revolta e da assinatura da Magna Carta, o rei João de Inglaterra teve de colocar cerco ao castelo de Rochester, um ponto estratégico do seu reino que, entretanto, caíra em poder dos rebeldes barões que se revoltavam contra ele. O que o filme procura fazer é mostrar-nos esse cerco e dar-nos uma boa história em redor disso. E sendo um facto histórico relativamente bem conhecido (pelo menos para os que estudaram a história inglesa), creio que a questão do spoil não se coloca se falarmos um pouco do que aconteceu na época. Claro que um filme não é um documentário, mas quanto mais rigoroso for melhor fica, na minha opinião. E este filme, apesar de genericamente fazer um esforço, não é rigoroso no retracto do momento histórico em si. É verdade que o cerco de Rochester foi um marco desta guerra e o castelo foi defendido por uma força bastante inferior à força atacante. O cerco, no entanto, só durou algumas semanas enquanto o filme sugere que passaram meses. Como o filme revela, o castelo foi alvo de uma mina. Isso foi verdade, mas antes, as tropas do rei fizeram o mesmo à muralha exterior, e nenhuma dessas operações foi feita queimando vivos dezenas de porcos! E apesar de o filme mostrar o castelo isolado numa planície, a verdade é que Rochester era já uma cidade de dimensões consideráveis e tinha até uma catedral, então saqueada e usada como cavalariça pelas tropas do rei. No fim do cerco houve dezenas de sobreviventes (incluindo William d’Aubigny) e, apesar de terem sido punidos, a verdade é que João não os massacrou. Quanto à participação dos Templários, eu tenho dúvidas. É certo que eles estavam activos no reino inglês, mas não li nada que prove a sua participação no conflito, apesar das posições da Igreja. Também posso assegurar que não se vestiam da forma que o filme mostra. E dito isto, creio que consegui dizer algumas das diferenças entre a verdade histórica e o retracto feito no filme sem chegar a fazer spoil. O que este filme tem de melhor são as cenas de acção. Apesar da pouca verosimilhança, as lutas são impressionantes o bastante para tornar o filme espectacular e dão aos fãs do género tudo o que eles gostam: os combates parecem formidáveis e os golpes de espada racham homens ao meio como se fossem pudins. O ataque com catapultas também tem o seu charme, ainda que os disparos tenham, quase, o efeito de balas de artilharia explosiva, o que é ridículo para um historiador. A cinematografia é muito boa, os adereços, roupas e cenários fazem o trabalho ainda que não sejam rigorosos ou historicamente precisos, e a banda sonora tem um sentido épico discreto que soa bem e se harmoniza com o filme. Em certo ponto, o filme fez-me lembrar “300”, mas aqui eles não combatem só de cuecas. Outro ponto muito forte deste filme é a interpretação extraordinária de Paul Giamatti no papel de um pérfido e sádico rei João. Ele é um actor por quem tenho certa simpatia e a quem reconheço talento, como já tive ocasião de o dizer anteriormente, e apesar de aqui ter feito uma personagem digna de ser execrada, fê-lo com enorme brio e evitou cair no erro de ser histriónico ou de transformar a personagem num sanguinário sem propósito. James Purefoy e Brian Cox tentam acompanhá-lo e, pelo menos, Cox consegue fazê-lo, num esforço admirável. Purefoy não foi tão bem-sucedido: a personagem dele nunca passa de um justiceiro solitário, um “Batman” a cavalo, que vai salvar a situação num momento derradeiro e quando tudo parece perdido. Kate Mara, claro, é a donzela entediada do dia, e está fatalmente condenada a envolver-se amorosamente com um dos heróis. Não falha. Derek Jacobi faz um esforço, mas o papel dele é pouco interessante.

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