Contos do Além
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Contos do Além

Contos do Além

Contos do Além

Tipo

Filme

Ano

1972

Duração

93 min

Status

Released

Lançamento

1972-03-09

Nota

6.8

Votos

357

Direção/Criação

Freddie Francis

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Cinco estranhos vão a uma excursão para ver cavernas antigas e se perdem do grupo, mas encontram o sinistro guardião de uma cripta que conta como cada um deles morreu através de cinco histórias.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme morno, que não assusta, mas que vale a pena pelos nomes envolvidos e pelo trabalho de alguns dos actores.** Este filme contém uma série de cinco pequenas histórias de terror, e é baseado numa série de contos de terror escritor e publicados em banda-desenhada adulta pela EC Comics. Nunca os vi nem os li, penso que não foram nunca traduzidas para português ou publicadas aqui. Não é um filme particularmente magnifico nem nos assusta rigorosamente nada, mas as histórias trazem um certo senso de justiça poética agradável, na medida em que cada protagonista acaba por ser castigado na medida daquilo que merece e nenhum deles é merecedor da nossa piedade. Não vou perder muito tempo a analisar as diferentes histórias, acredito que é melhor ver o filme e deixar que elas nos surpreendam. Porém, temos de tudo um pouco: desde assassinatos brutais, acidentes, mortos vivos, uma estátua que concede desejos etc. Todos acabam dentro de uma grande cripta subterrânea, onde dantes aconteciam enterramentos, e onde o guardião da cripta os faz recordar a maneira como morreram. O elenco faz, no geral, um trabalho satisfatório. De entre eles, sobressaem vários nomes que se destacam no panorama do cinema britânico, e que deixam neste filme uma marca de qualidade a ter em conta: é o caso de Joan Collins, Nigel Patrick e Patrick Magee. Apesar disso, há aqui dois actores que merecem uma menção muito especial, pela enorme qualidade do seu trabalho: um deles é Sir Ralph Richardson, que conferiu enorme sobriedade e dignidade ao sinistro e soturno guardião da cripta; o outro é Peter Cushing, actor que fez um extraordinário trabalho, em parte à custa do próprio sofrimento, pois estava então numa depressão e num luto profundos. Tecnicamente, o filme apresenta-se discreto, sem grandes méritos, dando aos actores e a cada conto o espaço necessário para brilhar. A cinematografia não é particularmente brilhante, com muito pouco contraste e cores lavadas, mas corresponde ao padrão usado nesta época. Cada um dos cenários e figurinos cumpre bem o seu papel, mas é o cenário da cripta que merece um louvor especial. Os efeitos especiais e sonoros são bastante simples, e raramente parecem reais, mas cumprem o seu papel.

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