
Tipo
Filme
Ano
2010
Duração
100 min
Status
Released
Lançamento
2010-06-11
Nota
6.8
Votos
1.965
Direção/Criação
Debra Granik
Orçamento
US$ 2.000.000
Receita
US$ 13.831.503
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Aos 17 anos de idade, Ree Dolly (Jennifer Lawrence) embarca em uma missão para encontrar seu pai, já que ele usou a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desapareceu sem deixar vestígios. Confrontada com a possibilidade de perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta de Ozark, Ree desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida para salvar sua família. Ela desafia as mentiras, fugas e ameaças oferecidas por seus parentes e, dessa forma, começa a juntar a verdade sobre seu pai.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Realista, poderoso, intenso, este filme marca a ascensão da carreira de Jennifer Lawrence.** Este filme é um drama muito realista e brutal, ambientado numa área rural do Missouri durante os meses de Inverno. De acordo com o roteiro, uma jovem adolescente de 17 anos tem de localizar o paradeiro do seu pai. Preso por fabricar metanfetaminas, ele deu a casa da família por garantia da fiança e foi libertado, mas fugiu, não tendo comparecido ao próprio julgamento. Agora, para não perder a casa onde vive com os irmãos mais novos, ela tem de encontrar o pai, ou provar que ele está morto. O ponto forte do filme é, de facto, a trama intensa e poderosa que nos traz, e a forma crua, sem rodeios, com que conta a sua história. Aqui não há ‘glamour’, embelezamento, exagero. O filme é bastante depurado e a sensação que persiste é de estarmos a ver uma história que poderia de facto ser verdadeira. Não é um filme bonito, não é palatável. É um daqueles filmes que consegue incomodar-nos, que fica na memória, e a violência de algumas cenas e situações contribui para esse efeito. Jennifer Lawrence era ainda muito jovem quando fez este trabalho, tinha apenas vinte anos e era ainda pouco experiente no cinema… não obstante, ela foi virtualmente impecável. Graças a uma interpretação sólida, silenciosamente digna e carregada de personalidade, ela domina todo o filme com um excelente resultado. Não é por mero acaso que, logo no ano seguinte, a actriz vai começar a ser chamada para desempenhar papéis em filmes de maior peso e em produções de maior envergadura. Também gostei da participação de John Hawkes. A nível técnico, o filme tem muitos pontos positivos e revela qualidade: a cinematografia soube aproveitar muito bem a pouca luz natural, os ambientes enevoados, sombrios e a luz artificial, mormente a dos faróis dos automóveis. A edição também foi bem executada, e os cenários e os figurinos transpiram realismo e autenticidade na forma como exploram os ambientes marginais e sombrios de uma franja da sociedade que parece ter em comum a prática criminal, regulada por um código de conduta e honra próprio. A banda sonora funciona satisfatoriamente.
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