Papillon
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Papillon

Papillon

A mais corajosa fuga alguma vez contada

Tipo

Filme

Ano

2017

Duração

133 min

Status

Released

Lançamento

2017-09-07

Nota

7.3

Votos

2.112

Direção/Criação

Michael Noer

Orçamento

-

Receita

US$ 10.060.903

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Henri Charrière, chamado de Papillon, pequeno bandido das baixadas de Paris da década de 30, é condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu. Enviado para a Ilha do Diabo, Guiana Francesa, ele conhece Louis Dega, um homem que Papillon promete ajudar em troca de auxílio para escapar da prisão.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Um remake bem desenvolvido de uma história profunda e bem conhecida do cinema.** Tendo eu visto, e gostado bastante, do filme original de 1973, protagonizado de maneira icónica por Steve McQueen, fiquei seriamente intrigado e interessado em ver este remake. É claro, as comparações acabam por ser inevitáveis posto que a história é a mesma, boa parte das personagens são as mesmas e o local é exactamente o mesmo. Ambos os filmes se baseiam nas memórias autobiográficas de Henri “Papillon” Charrière, que relatou num livro os seus difíceis anos de reclusão na mais temida prisão do sistema correccional de França: a Colónia Penal da Guiana Francesa, da qual fazia parte a infame Ilha do Diabo, na qual se isolavam os prisioneiros mais difíceis de quebrar. Comecemos por deixar claro que, tal como referi na crítica ao filme original, o material escrito por Charrière tem imensas invenções e exageros, pelo que a conduta dos guardas e responsáveis da prisão não seria, provavelmente, assim tão sombria. Houve, da parte do escritor e ex-presidiário, a vontade de embelezar a narrativa e tornar um lugar de castigo e isolamento numa coisa ainda pior e mais digna de infâmia, além de servir de derradeiro protesto de inocência, apontando o dedo ao sistema judicial francês pela condenação de alguém – ele mesmo – que se diz inocente e uma vítima. Considerando tudo isto, observemos o filme dirigido por Michael Noer e com escrita de Aaron Guzikowski. Eles conseguiram resistir à tentação do facilitismo barato e evitaram copiar a papel-químico a trama do filme antecessor, introduzindo diferenças subtis que, no entanto, podem incomodar os espectadores mais puristas. Pessoalmente, encarei isso como um bónus. Afinal, se eu quisesse ver o filme original ou ler o livro, eu faria isso e pronto. Ao contrário do livro original, e do próprio filme de 1973, esta obra não quer ser um libelo de acusação contra o sistema penal francês de há oitenta anos e as suas eventuais falhas. Quer tão-somente contar uma história empolgante de resiliência e de resistência, e consegue fazer isso com grande eficácia. Qual dos filmes é o melhor? Acho que depende dos gostos individuais de cada espectador. Sendo um filme moderno, não é de admirar que faça o melhor uso dos recursos e técnicas mais recentes para nos dar visuais mais impressionantes e uma sensação mais intensa da vida naquela prisão. Isso não é um mérito que eu deseje destacar demasiado porque é algo que, simplesmente, se exige de uma longa-metragem com orçamento decente. Porém, é bastante interessante ver a forma como recriaram cenários e situações, e como a fotografia procura enfatizar a solidão, o confinamento, a alegria e esperança ocasionais de cada uma das personagens. O elenco é solidamente liderado por Charlie Hunnam e Rami Malek, uma dupla de bons actores de uma geração talentosa e prometedora. Malek já venceu um Óscar e tem tido o gosto de fazer trabalhos cada vez mais interessantes e desafiadores, oferecendo-nos aqui uma personagem tímida, excepcionalmente inteligente e pouco optimista quanto às fugas e rebeldias do seu companheiro de infortúnio. Hunnam, que eu conheço mal, confesso, é um actor que me parece muito prometedor e que foi capaz de uma liderança carismática e impactante. Estou convicto de que ouviremos falar mais deste actor. Ambos têm ao seu lado um conjunto de actores secundários capazes, que lhes dão o suporte necessário.

Rosana Botafogo

**English** Very good, looking for the 1973 version to watch. The film is based on the biography book that according to the author is 75% true, however, modern researchers claim that only 10% was his own experience, the rest was probably the experience of 10 other prisoners at the same time, although not even the film was faithful to the book on which it was based, which does not take away from the brilliance of the work and the pain of the suffering of these men subjected to inhumane trials... Intense, tense, painful, exciting... The epic story of Henri Papillon Charrière, a safecracker from the Parisian underworld who is accused of murder and sentenced to life imprisonment in the notorious penal colony on Devil's Island. Determined to regain his freedom, Papillon forms an unlikely alliance with convicted forger Louis Dega, who in exchange for protection, agrees to finance Papillon's escape. **English** Muito bom, em busca da versão de 1973 para assistir. O filme é baseado no livro biografia que segundo autor representa 75% de verdade, entretanto, pesquisadores modernos afirmam que apenas 10% foi vivência própria, o restante, provavelmente, vivência de outro 10 presidiários na mesma época, embora nem o filme tenha sido fiel ao livro ao qual baseou, o que não tira o brilhantismo da obra e a dor do sofrimento desses homens colocados a provações desumanas… Intenso, tenso, dolorido, emocionante...

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