Minha Espada, Minha Lei
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Minha Espada, Minha Lei

Minha Espada, Minha Lei

Os Cruzados Trovejantes da Cocar Branca!

Tipo

Filme

Ano

1953

Duração

90 min

Status

Released

Lançamento

1953-08-05

Nota

5.5

Votos

25

Direção/Criação

William Keighley

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Dois nobres irmãos escoceses deliberadamente tomam lados opostos quando o Príncipe Charlie retorna para reivindicar o trono da Escócia a fim de preservar a fortuna da família.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme pouco conhecido, mas de qualidade, com Flynn num dos derradeiros trabalhos de boa performance.** Mais um filme de swashbuckling protagonizado por Errol Flynn e inspirado directamente numa obra literária do grande Robert Lewis Stevenson. Um filme semelhante a outros feitos pelo actor ao longo de uma brilhante carreira, que terminou cedo demais quando o alcoolismo, como nós sabemos, o levou à morte. Longe de ser um dos trabalhos mais interessantes do actor, este é um dos filmes mais bonitos e bem executados da fase mais tardia da sua vida. Creio que os leitores mais ávidos conhecerão já o livro original de Stevenson, autor que todos já lemos, pelo menos na adolescência. Eu falo por mim, Stevenson foi um dos escritores que mais gostava de ler enquanto criança e adolescente, graças ao colorido das descrições e à forma viva com que ele descrevia as aventuras das suas personagens. O filme não aproveita nem metade do livro original, mas o que foi aproveitado redundou num roteiro eficaz e que funciona bem, e nos dá a aventura e a acção que esperamos encontrar. No fim do filme, há uma reviravolta que não esperamos (excepto os que leram o livro) e dá uma sensação agradável ao final. Errol Flynn, apesar de os dias de glória estarem distantes, apresenta-se aqui em boa forma e dá ao público um dos derradeiros trabalhos de qualidade. Ele mostra alguma energia e vontade de brilhar, e a personagem permite-lhe fazer um pouco mais do que já vimos, melhor, em filmes como _O Gavião dos Mares_. Todavia, ele já é um homem bastante maduro e aqueles que leram o livro, e conhecem as personagens, vão seguramente achar o actor velho para o papel. Ao contrário de outros trabalhos do actor, este filme é muito masculino e só Beatrice Campbell merece real importância no elenco feminino. O filme conta ainda com um bom trabalho de Roger Livesey e também Anthony Steel. Tecnicamente, o filme faz o que pode para estar à altura do que deseja o público, e dá-nos uma boa cinematografia, vividamente colorida e iluminada. A câmara está bastante estática, mas faz um trabalho muito interessante, e as cenas de acção e luta são particularmente agradáveis, por mais coreografadas que sejam as brigas. O trabalho dos duplos de acção é bom, e os cenários e figurinos são agradáveis e épicos, num certo sentido, ainda que tudo seja obviamente falso. Por fim, uma nota para a banda sonora, que ressoa a épico de aventura, mas não é realmente muito memorável, se formos a ouvir bem.

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