
Tipo
Filme
Ano
2007
Duração
123 min
Status
Released
Lançamento
2007-02-27
Nota
7.6
Votos
4.647
Direção/Criação
Joe Wright
Orçamento
US$ 30.000.000
Receita
US$ 131.016.624
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, Briony Talles e sua família se reúnem num fim de semana na mansão familiar. O momento político é de tensão, por conta da 2ª Guerra Mundial. Em meio ao calor opressivo emergem antigos ressentimentos familiares. Cinco anos antes, Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para acusar Robbie Turner, o filho do caseiro e amante da sua irmã mais velha Cecília, de um crime que ele não cometeu. A acusação na época destruiu o amor da irmã e alterou de forma dramática várias vidas.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Grandioso e com uma excelente história para contar.** Primeiro: não, nunca li o livro original, nunca o encontrei em português em nenhuma livraria. E partindo dessa base vou abster-me de averiguar se o filme faz, ou não, uma boa adaptação do material de origem. Porém, posso desde já dizer que muitos críticos afirmaram que a adaptação foi razoavelmente fiel ao livro. Portanto, vou confiar nessas afirmações. A história deste filme é absolutamente deliciosa. Eu não o consegui apreciar totalmente numa primeira visualização e, por isso, resolvi revê-lo. Ainda bem que o fiz! O filme é absolutamente notável em vários aspectos. Foi nomeado para vários Óscares (Melhor Filme, Melhor Actriz Secundária, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Cinematografia, Melhor Direcção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Banda Sonora), mas a cerimónia de 2008 foi particularmente renhida e competitiva e acabou por arrecadar apenas uma estatueta. É verdade que os Óscares valem o que valem, mas não são um valor absoluto nem definem sozinhos o valor e a qualidade de uma obra cinematográfica, e não faltam exemplos de filmes incríveis que a Academia não valorizou. Dirigido por Joe Wright, o filme começa numa casa de campo inglesa onde vivem duas irmãs: Brionny Tallis, uma prodigiosa criança aspirante a escritora, e a sua irmã mais velha, Cecília, que vive uma paixão por Robbie, um rapaz que trabalha na casa, é filho dos empregados e que todos acarinham bastante. Brionny tem uma imaginação fértil e está convencida, após ver coisas que não entende, de que Robbie é um predador sexual perigoso. Por isso, quando uma adolescente, de visita à casa, é abusada sexualmente por um homem a que Brionny não chega a ver a face, ela jura ter visto Robbie, ocultando de todos que podia perfeitamente não ter sido ele. A mentira vai assombrá-la e mudar a vida de todos os envolvidos, para sempre. Adorei a história do filme, a forma como ela se desenvolve é simplesmente deliciosa e envolve o público até ao final. Os ambientes em que tudo se passa, da casa de campo às praias fatídicas de Dunquerque, são o palco perfeito para a história e o roteiro sabe guardar o melhor para o fim e surpreender quando já não esperamos por mais nada. O elenco tem vários nomes conhecidos, mas é a jovem iniciante Saiorse Ronan que merece todo o destaque neste filme. Ela tem um carisma incrível, consegue roubar toda a nossa atenção e ir dirigindo o filme, imprimindo à sua personagem uma dose de ingenuidade misturada com uma malícia subtil e uma maturidade prematura, mas bastante vincada. Não muito atrás, temos uma excelente Keira Knightley. Ela é muito dotada para filmes deste género, principalmente se forem ambientados no passado, e desembaraçou-se maravilhosamente bem. James McAvoy é muito bom e credível na sua personagem, mas este é decididamente um filme no feminino, portanto ele vai sempre ficar um pouco na sombra das duas actrizes que mencionei primeiro. Romola Garai foi competente no seu trabalho, mas ainda melhor foi Vanessa Redgrave, que fecha com chave de ouro o filme ao revelar o final surpreendente de toda a história. Tecnicamente, o filme é bom: a cinematografia é bastante elegante e discreta, aproveitando bem as cores, a luz e a sombra. Ainda mais notáveis são os figurinos e os cenários primorosos, onde foi feito um grande esforço para honrar o rigor histórico e criar um ambiente genuíno: desde a utilização das últimas ambulâncias do tempo da Segunda Guerra Mundial, todas elas hoje peças de museu, à transformação completa da orla marítima de uma cidadezinha francesa para se assemelhar a uma caótica Dunquerque, a produção fez o que podia, e merece parabéns. Apesar de o filme ter ganho apenas o Óscar de Melhor Banda Sonora (e de facto mereceu, com o uso magistral do som das máquinas de escrever na principal melodia do filme), penso que teria merecido perfeitamente o de Melhor Direcção de Arte.
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