
Tipo
Filme
Ano
2005
Duração
128 min
Status
Released
Lançamento
2005-09-16
Nota
8.0
Votos
8.676
Direção/Criação
Joe Wright
Orçamento
US$ 28.000.000
Receita
US$ 124.604.345
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Elizabeth Bennet vive com sua mãe, pai e irmãs no campo, na Inglaterra. Por ser a filha mais velha, ela enfrenta uma crescente pressão de seus pais para se casar. Quando Elizabeth é apresentada ao belo e rico Darcy, faíscas voam. Embora haja uma química óbvia entre os dois, a natureza excessivamente reservada de Darcy ameaça a relação.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**No geral, é uma boa adaptação, ainda que não esteja livre de erros e problemas.** Creio que “Orgulho e Preconceito” é um dos romances ingleses mais transportados para cinema e televisão. Já vi mais de uma adaptação, e cada uma delas tem os seus méritos e problemas (no entanto, é geralmente consensual afirmar que a mini-série de 1995 é a mais perfeita e mais canónica). Este filme não é tão bom quanto eu gostaria que fosse, tem vários problemas, mas é bastante aceitável e tem igualmente notas positivas a reter. Aqui, a história que já conhecemos tão bem ambienta-se nos anos finais do século XVIII. Pelo que vi, o director quis fazer isso para evitar a moda do período regencial, que ele não gosta, e aproveitando-se do facto de Austen ter escrito a primitiva versão do livro por esta época. Bem, eu posso dizer que partilho das considerações do director, Joe Wright, quando aos vestidos do período regência/primeiro império francês. Esteticamente, são muito menos interessantes do que os “bolos de noiva” do período pré-Revolução Francesa, ou que os vestidos amplos que se começaram a usar no período romântico. A ideia destes vestidos, que destacam imenso o colo da mulher e depois caem a direito como uma camisa de dormir, é de certo modo imitar o que se pensava que os romanos e gregos vestiam. Mesmo assim, há vários erros na forma como as personagens foram vestidas, arranjadas, penteadas e caracterizadas: basicamente, o director ignorou tudo aquilo que não lhe convinha. Isso foi um erro. O filme é razoavelmente curto para a obra literária que traz, mas creio que não tinha como não ser de outra maneira. De resto, a narrativa está feita de maneira decente, e a adaptação feita ao material original é bastante conscienciosa e procura não cortar coisas importantes. O que eu não gostei foi a maneira como certas personagens foram desenvolvidas: Elizabeth tornou-se numa menina bravia e muito menos contida do que seria suposto no romance, por exemplo. O restante, contudo, é bastante satisfatório. O filme está cheio de grandes actores britânicos: além de Keira Knightley que se desembaraça bem no papel de protagonista, temos ainda Rosamund Pike, Brenda Blethyn, Talulah Riley, Jena Malone e Judy Dench. Cada uma fez um trabalho bastante bom no papel que lhe foi conferido. Também devemos apreciar o trabalho de Matthew MacFadyen, Donald Sutherland, Simon Woods e Tom Hollander. A nível técnico, o filme investe bastante em bons cenários, locais de filmagem convincentes e bem seleccionados e bons adereços. A cinematografia também é boa e faz um excelente trabalho ao longo de todo o filme, com um trabalho de câmara invejável e boas cores e luz. O filme conta ainda com uma boa banda sonora.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
