
Tipo
Filme
Ano
2010
Duração
129 min
Status
Released
Lançamento
2010-11-05
Nota
7.0
Votos
432
Direção/Criação
Mike Leigh
Orçamento
US$ 8.000.000
Receita
US$ 18.124.262
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma análise das quatro estações da vida de um casal feliz e seus relacionamentos com a família e amigos. Tom e Gerri são casados e levam uma vida confortável, pacata e feliz. Eles não têm nada que os torne especiais, mas uma vida estável e pacata, solidamente alicerçada num passado de companheirismo construído em cima de um casamento feliz. Talvez por isso, eles acabam sendo uma espécie de “porto de abrigo” para amigos e familiares em situação mais aflitiva.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não é um filme fácil, não agradará a todos, mas apresenta uma história boa e excelentes actores em mais um exercício dramático muito bem executado.** Este filme é sobre um casal de idosos, que vive uma vida pacata e feliz. Eles não têm nada que os torne especiais, podiam ser nossos pais ou avós. Eles simplesmente têm uma vida estável e pacata, sem sobressaltos e solidamente alicerçada num passado de companheirismo construído em cima de um casamento feliz. Talvez por isso, eles acabam sendo uma espécie de “porto de abrigo” para amigos e familiares em situação mais aflitiva. Após ter visto o filme, fiquei com a sensação de que o vício é um tema que está muito presente na narrativa: se observarmos bem, as personagens que se aproximam deste tranquilo casal são, de forma bastante evidente, consumidas pelos seus próprios vícios, sobre os quais constroem paranóias e medos. O abuso do álcool, o sedentarismo, a vaidade, são vícios que eles carregam e que os vão dominando, apesar dos esforços do casal simpático para lhes dar apoio, e da forma como as personagens angustiadas conseguem captar a nossa simpatia. O roteiro trabalha bem com tudo isto, e apesar de o filme demorar um pouco a consegui-lo, ele realmente ganha a nossa atenção e consegue prender-nos de modo inteligente, com doses elevadas de realismo a darem a tudo isto um bónus, bem-vindo, de credibilidade. Jim Broadbent e Ruth Sheen merecem um louvor pela forma como se entregaram à respectivas personagens e lhes deram corpo, forma, voz e personalidade. Os dois actores são veteranos e já deram provas sólidas de qualidade, mas a forma como eles se apresentaram aqui é impecável e realmente agradável. Também gostei do desempenho de Oliver Maltman e Lesley Manville, que dão vida a duas outras personagens de grande relevo na história. Como sucede com uma série de outros dramas que apostam na relação entre as personagens, o filme aposta fortemente na criação de um roteiro sólido, bons diálogos e um elenco forte, de qualidade. As questões técnicas ficaram para segundo plano, mas pautam-se pela discrição e por uma funcionalidade que roça o pragmatismo. O filme é um pouco lento, mas eu tenho ideia de que isso foi intencional.
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