The Post: A Guerra Secreta
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The Post: A Guerra Secreta

The Post: A Guerra Secreta

Verdade seja dita.

Tipo

Filme

Ano

2017

Duração

116 min

Status

Released

Lançamento

2017-12-22

Nota

7.0

Votos

5.015

Direção/Criação

Steven Spielberg

Orçamento

US$ 50.000.000

Receita

US$ 179.769.467

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme ambicioso, muito sólido e com muita qualidade, mas que se revelou esquecível.** Eu sinceramente já perdi a conta aos filmes sobre Nixon que já vi. E entendo isso! Na história da instituição presidencial americana, poucos presidentes suscitaram tanta controvérsia. Ele foi um presidente que não só se dispôs a usar da totalidade do seu poder, como abusou dele. E os meios de comunicação social foram um dos seus maiores e mais temíveis inimigos. Neste filme, o ponto de originalidade é que o foco nunca é Nixon ou Watergate, mas as figuras principais do jornal The Washington Post nos tempos anteriores ao escândalo, quando foi processado pela Casa Branca. Não é uma originalidade surpreendente, mas é o bastante. O roteiro tem as suas falhas, sendo uma delas talvez a tentativa de inserir o tema da igualdade de género em ambiente corporativo. Isso aparece quando vemos todos aqueles homens muito indecisos quanto a acatar ordens de uma mulher, ainda que ela seja indubitavelmente a patroa e a dona da empresa. Os anos 70 foram importantes para o movimento feminista, mas foi uma camada jovem e rebelde que protagonizou a década, e o papel das mulheres maduras, como a dona do Post, pode não ter sido valorizado como deveria. Contudo, o tema parece estar a mais no filme, e acaba francamente subdesenvolvido a partir do momento em que ela, basicamente, diz “o jornal é meu, eu é que dou as ordens e respondo por elas e quem não quiser obedecer pode sair”. Essa atitude forte simplesmente encerra o assunto. Quanto ao rigor factual, eu não sou a melhor pessoa para falar, não sei dizer se o filme faz justiça aos acontecimentos. O ponto mais forte deste filme é, sem dúvida, a reunião de talentos. Steven Spielberg assegura uma direcção impecável e consegue dar-nos um filme sólido, que será sempre, contudo, uma obra consideravelmente menor na sua filmografia. A somar, temos ainda num elenco de fortes actores, com provas dadas, liderado por Tom Hanks e Meryl Streep. E creio que não preciso de dizer que este filme também não é um trabalho particularmente memorável para nenhum dos dois. Talvez, porém, o filme tenha representado um bom encaixe financeiro para os três, assim como representou, certamente, um privilégio para o restante elenco, que teve a oportunidade de os ver trabalhar e, eventualmente, aprender algo mais, alguma daquelas coisas que não se aprendem nos cursos de dramatização, mas através da experiência prática. Tecnicamente, é um filme agradavelmente morno. Aquela terceira chávena de chá que esperou demais no bule e acabou mais fria, mas também mais densa. É a melhor metáfora para vos dar a entender o que eu penso: o ambiente e o tema do filme conferem-lhe densidade e tensão, o que, no entanto, não o torna enervante porque isso é feito de modo muito moderado, servido a frio. Há um esforço de recriação de época que fica bem, mas era necessário e não podia ser ignorado. A banda sonora, a cargo de Williams, é esquecível, para não dizer medíocre (tendo em conta a capacidade do compositor). Há certa ambição no projecto. Os produtores sabiam que estavam a fazer um filme forte, mas o resultado final não ficou tão bom quanto seria desejável, nem se revelou memorável.

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