Jean de Florette
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Jean de Florette

Jean de Florette

Para alguns, terra e água são mais preciosos que sangue e carne

Tipo

Filme

Ano

1986

Duração

120 min

Status

Released

Lançamento

1986-08-27

Nota

7.7

Votos

605

Direção/Criação

Claude Berri

Orçamento

US$ 4.940.939

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um proprietário de terras ganancioso e seu sobrinho retrógrado conspiram para bloquear a única fonte de água de uma propriedade vizinha, com o objetivo de falir o dono e forçá-lo a vender a terra.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O poder da inveja e a ineficácia da agricultura por manuais.** O filme é bastante bom, talvez um dos melhores filmes franceses que vi neste ano, o que abre o apetite para a sequela, que tem reputação de ser ainda melhor. Simples, este filme começa com as manobras manhosas de um abastado lavrador provençal para obter barata a terra de uma propriedade vizinha. Acontece que o dono não está disposto a isso. Quando morre, passado pouco tempo, a propriedade vai parar a um herdeiro que vive na cidade, é corcunda e não percebe grande coisa de agricultura, tendo de ler muito para ir arranjando ideias para rentabilizar a propriedade. Conscientes da sua importância e com inveja do vizinho, os pretendentes à compra vão boicotando o acesso à água. Para as pessoas da cidade, a água é algo tão garantido que nem pensamos em como ela vai parar à nossa torneira. No campo, porém, as coisas são diferentes e não é raro haver problemas sérios entre vizinhos devido à gestão de águas de regadio. E isso cada vez é mais problemático, à medida que algumas zonas enfrentam problemas cada vez maiores de abastecimento e de reserva de água. A Provença é um desses lugares e hoje, a ideia de um livro nos dizer quantos dias de chuva iríamos ter por ano, é irrealista. Além de ter uma história muito boa e muito bem escrita, o filme conta com dois grandes actores franceses chamados Gérard Depardieu e Yves Montand. Ambos são incríveis no seu trabalho, com uma antipatia surda que parece mútua, ainda que a personagem muito mais urbana de Depardieu pareça ter capacidade para ignorar semelhantes questões. Não seria justo da minha parte ignorar o enorme contributo de Daniel Auteuil, que consegue ser um vilão desprezível sem, todavia, merecer a nossa raiva. Nós percebemos bem que a personagem dele é fortemente manipulada pelo tio. É um filme discreto, com uma boa cinematografia, magníficas cores e cujos cenários, de um bucolismo delicioso, são talvez um dos melhores cartões postais da velha Provença, onde as plantações de alfazemas, muito cénicas, mas intensivas e intrusivas, ainda não tomaram o lugar dos cereais e das oliveiras. Os cenários e figurinos são igualmente bons e a banda sonora faz um trabalho impecável.

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