Diva: Paixão Perigosa
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Diva: Paixão Perigosa

Diva: Paixão Perigosa

Tipo

Filme

Ano

1981

Duração

113 min

Status

Released

Lançamento

1981-03-11

Nota

6.7

Votos

264

Direção/Criação

Jean-Jacques Beineix

Orçamento

-

Receita

US$ 2.925.889

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O diretor Jean-Jacques Beineix lançou o movimento Cinéma du Look com este thriller, cult, elegante sobre um jovem carteiro (Frédéric Andréi) que percebe uma dupla de contrabandistas taiwaneses atrás dele para recuperar uma gravação ilegal captada por Frederic, de um cantor de ópera que vive recluso.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme bastante experimental a nível de visual e de estética, mas que nos decepciona pela má concepção das personagens e pela falta de harmonização da trama.** Este filme junta harmoniosamente duas artes que prezo enormemente: o cinema, claro, e a ópera, que para mim é a mais completa, desafiante e polivalente arte de palco que existe. Embora o filme não seja sobre ópera e esteja longe de ser perfeito, é delicioso ouvir a voz melodiosa de Wilhelmenia Fernandez. Infelizmente, o roteiro poderia ser melhor: há uma série de arestas que deveriam ter sido polidas. Jean-Jacques Beineix dá-nos um trabalho estilizado, com notas de qualidade artística, no entanto, a história que nos conta tem problemas: tudo começa com a curiosa obsessão de um fã pela sua cantora de ópera preferida. Após roubar o vestido que ela usou durante um recital, torna-se amigo de uma jovem vietnamita que rouba discos de uma loja de música. Pouco depois, os caminhos de ambos cruzam-se com um grupo de assassinos perigosos e que fazem vítimas em público, disfarçados de agentes da polícia. Após mais algum tempo, a cantora de ópera conhece finalmente o seu obcecado fã e torna-se amiga dele. Isto é, o que nós temos são dois subenredos que se procuram entrelaçar numa só história. O problema é que a união não resulta muito bem: são diferentes demais e ambos querem o mesmo tipo de atenção e protagonismo. Não resulta! Com excepção da cantora de ópera, as personagens são desinteressantes, antipáticas ou subdesenvolvidas, e não há lógica na forma como elas se movimentam e nas decisões que elas tomam (nem sequer a cantora, que de repente ignora o facto de a sua voz ter sido finalmente gravada – coisa que ela não permitia e detestava – e passa a sentir-se incrível por ter um fã obsessivo atrás dela). O que este filme tem de bom? O visual e a estética. A cinematografia é bastante hábil em experiências de luz, de sombra e de enquadramento, e há alguma originalidade na forma como a edição e a montagem foram feitas. Gostei bastante do trabalho desenvolvido por Wilhelmeina Fernandez, como já disse, mas também acho que Frédéric Andréi tentou ao máximo estar à altura do desafio que tinha pela frente, mesmo com material fraco e uma virtual ausência de carisma. Porém, o resto do elenco é decepcionante. Fica apenas uma nota de curiosidade: foi o primeiro filme de Dominique Pinon, actor francês que viria a ser um dos melhores da sua geração.

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