
O Filho da Pantera Cor-de-Rosa
O maior erro do Inspetor Clouseau continua vivo na memória!
Tipo
Filme
Ano
1993
Duração
93 min
Status
Released
Lançamento
1993-08-27
Nota
4.6
Votos
252
Direção/Criação
Blake Edwards
Orçamento
US$ 25.000.000
Receita
US$ 2.438.031
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O inspetor Dreyfus é chamado para cuidar do caso da princesa árabe Yasmin, que foi raptada na França por terroristas. Lá, ele é atropelado por um desajeitado patrulheiro, Jacques Gambrelli. Ao seguir Gambrelli, ele começa a achá-lo muito parecido com alguém que o leva à loucura, o inspetor Clouseau.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**A Pantera merece morrer.** O povo costuma dizer que a presunção é como a água benta, cada um toma aquela que quer. E Blake Edwards, por presunção, vaidade, teimosia ou ganância, não soube entender que toda a franquia *Pantera Cor-de-Rosa* estava morta há muito tempo quando lançou este derradeiro filme, um canto do cisne inglório, quase vergonhoso, para uma franquia que merecia ter tido um fim mais digno e honrado. De facto, com a morte de Peter Sellers, a franquia perdeu toda a viabilidade e dar-lhe continuidade, filme após filme, foi um erro que Edwards não soube reconhecer. Neste filme, a trama retoma várias pontas soltas dos primeiros filmes, com mais de trinta anos, para construir uma nova história onde a princesa de Lugash é raptada por um terrorista. A meio da fuga, o terrorista é travado por Jacques Gambrelli, um jovem polícia com pouco juízo e muito idiota, que o deixa escapar por pura ingenuidade, e para espanto do comissário Dreyfus. Só mais tarde se descobre que este jovem polícia é, na verdade, filho do finado Inspector Clouseau e de Maria Gambrelli, que o inspector auxiliou anteriormente, num dos seus casos. O problema que mais senti neste filme é a trama absolutamente idiota, e a forma quase louca e obscena como Blake Edwards tenta fazer dinheiro à custa dos êxitos passados sem nos dar algo verdadeiramente novo e que valha a pena. A "comédia pastelão" está bem presente aqui, como sempre aconteceu nesta franquia, mas os recursos usados são velhos, estão desgastados e não nos surpreendem mais. O elenco também deixa muito a desejar, levando-me a pensar até que ponto eles realmente desejavam estar envolvidos num projecto tão inevitavelmente fadado ao desastre. Herbert Lom e Claudia Cardinale tentam fazer tudo o que podem para salvar o seu trabalho, mas todo o seu esforço é arruinado pela fraqueza do trabalho feito por Robert Davi, Debrah Farentino e, principalmente, por Roberto Benigni. O filme não tinha salvação possível. Com uma cinematografia sofrível, mas funcional e uma elegante e engraçada sequência de créditos iniciais animada, o filme desembaraça-se razoavelmente nos aspectos técnicos. Os locais de filmagem foram bem seleccionados, mas por vezes mal aproveitados, a edição não é a melhor nem a mais inspirada e o ritmo do filme é exasperante e cansativo.
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