
Tipo
Filme
Ano
2017
Duração
99 min
Status
Released
Lançamento
2017-08-30
Nota
5.0
Votos
89
Direção/Criação
Roel Reiné
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
No filme Inferno no Faroeste 2, Guerrero Hernandez volta dos mortos uma vez mais, para que uma relíquia roubada não caia nas mãos de um grupo de soldados, o que poderá causar o inferno na terra.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**A sequela morreu em Tombstone.** Se o primeiro filme já parecia bastante barato e não apostou rigorosamente na qualidade, este filme é ainda pior e mais miserável do que o primeiro. São ambos filmes de nicho, orientados de modo a contentar uma determinada parte do público que procura filmes de acção bruta, e não aquele cinema elegante e clássico de que quase todos gostamos. Todavia, eu não sei se este foi capaz de, sequer, contentar o público para o qual foi destinado. Os problemas começam no roteiro, miseravelmente escrito, e na concepção pobre e manhosa das personagens. Após abandonar o serviço ao Diabo, Guerrero (no fundo, é uma reciclagem do Cavaleiro Fantasma, sem as chamas e as ossadas) continua imortal e a fazer justiça por aí. Mas neste filme ele vai ter de ir mais longe e proteger, custosamente, uma misteriosa relíquia do mal que é incessantemente procurada por Jackson Boomer, um antigo coronel Confederado que está decidido a libertar o mal absoluto sobre a terra, e que não vai hesitar em ameaçar a filha de Guerrero para o conseguir. Além dos incessantes erros de anacronia capazes de colocar a mente de um professor de história americana a ferver de indignação, o filme cai em clichés sucessivos que o tornam maçador e um pouco idiota. Além disso, a acção é tanta que o filme parece um gigantesco videojogo e nunca sentimos qualquer emoção real. Se a personagem principal parece despida de propósito, agora que protege afincadamente uma relíquia sem qualquer sentido ou fundamento religioso, claramente inventada para o filme, o vilão é ainda pior: já tinha percebido nalguns filmes que é interessante dar ao vilão a farda dos Confederados (“Os Oito Odiados”, por exemplo), mas será que toda a gente já se esqueceu que nas guerras, e nos exércitos, combatem homens bons e maus de ambos os lados da barricada? Danny Trejo não acrescenta, aqui, nada que não tenha feito melhor no primeiro filme. Ele não é um mau actor de acção, mas é canastrão nas cenas mais sentimentais, especialmente quando tenta contracenar com Elysia Rotaru, que faz o papel de filha ‘sexy’ e não muito indefesa do herói. Jake Busey também não é particularmente bom, e nunca representa uma ameaça real, por mais que tente, e Elizabeth Lavender é deixada de lado durante a maior parte do filme. Tal como sucedeu com o seu predecessor, aposta tudo na acção barata e permanente, quase se transformando num filme de rock ou num jogo de vídeo, dada a quantidade de ruído auditivo e visual, e a fraca qualidade do que nos é apresentado. É um filme bastante infeliz que teria feito melhor se nunca tivesse sido lançado.
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