O Chacal
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O Chacal

O Chacal

Como deter um assassino sem identidade?

Tipo

Filme

Ano

1997

Duração

124 min

Status

Released

Lançamento

1997-11-14

Nota

6.4

Votos

2.074

Direção/Criação

Michael Caton-Jones

Orçamento

US$ 60.000.000

Receita

US$ 159.300.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Durante uma operação do FBI em uma casa noturna de Moscou, o irmão do gângster russo Terek Murad é morto. Murad quer vingança e contrata o pistoleiro de aluguel conhecido como Chacal para matar o diretor do FBI como retaliação. Com a ajuda da agente russa Valentina Koslova, o FBI encontra o único homem que conhece a fisionomia do perigoso Chacal: o terrorista do IRA Declan Mulqueen. Declan, então, é forçado a ajudar na caça pelo infame assassino sem identidade.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um trabalho competente e eficaz, mas desprovido de qualquer originalidade.** Neste filme, observamos as tentativas do FBI para travar um assassino misterioso, cujo rosto nunca foi visto por ninguém que ficasse vivo para contar às autoridades. Ele foi contratado para agir e vingar a morte do irmão de um chefe da máfia russa, morto por agentes norte-americanos numa operação em Moscovo. A fim de conseguirem identificar o seu homem, os agentes federais têm de ir à prisão e negociar a libertação de um ex-agente do IRA, o único que terá visto o rosto do assassino. O filme é bastante bom, mas até certo ponto faz-me lembrar outro que vi, *O Rochedo*, um thriller onde, tal como sucede neste filme, o êxito dos esforços das autoridades depende da ajuda de um presidiário estrangeiro. Em ambos os filmes, também verificamos o lado humano dessa personagem, que nos é apresentada do modo mais simpático possível. O elemento tempo também é um factor importante em ambos os filmes, onde toda a acção decorre numa autêntica corrida contra o relógio. Não posso, todavia, dizer que tudo funciona na perfeição: há diversos pontos na história que me parecem ter sido incluídos sem qualquer utilidade real para o enredo e situações perfeitamente ilógicas, exageradas (o clímax final com a metralhadora é o mais óbvio posto que um verdadeiro assassino nunca agiria assim) ou absurdas (por exemplo, o valor pago ao assassino, que parece estar a ser pago para assaltar Fort Knox, dado o valor exorbitante). Apesar de encarnar uma personagem verdadeiramente brutal e fria, Bruce Willis é o actor que mais se destaca neste filme. Para mim, ele conseguiu realmente dar o que a personagem lhe exigia: uma brutalidade metódica, sinistra e cruel de alguém que fez de matar a sua profissão e é muito meticuloso naquilo que faz. Também Richard Gere esteve bem, ainda que num registo muito mais monótono, monocórdico, por vezes enfadonho e preguiçoso. O restante elenco vai simplesmente dando o apoio que eles precisam, sem realmente sobressair, destacando-se em particular Sidney Poitier. Mathilda May é a actriz que recebe pior material e a que pior se sai no filme, em consequência. Apesar de ser um filme de acção e ‘suspense’, o ritmo é relativamente lento, ainda que isso seja um mal menor e permita o desenvolvimento de alguns sub-enredos que, de outro modo ficariam natimortos. A cinematografia faz um trabalho bastante competente e seguro, e a filmagem foi muito bem executada. Os adereços, cenários e figurinos ajudaram, mas são os efeitos especiais utilizados, em conjugação com o excelente trabalho dos duplos de acção, que dá vida às cenas mais impressionantes.

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