Na Companhia do Medo
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Na Companhia do Medo

Na Companhia do Medo

Só porque alguém morreu não significa que se foi.

Tipo

Filme

Ano

2003

Duração

98 min

Status

Released

Lançamento

2003-11-21

Nota

6.1

Votos

2.460

Direção/Criação

Mathieu Kassovitz

Orçamento

US$ 40.000.000

Receita

US$ 141.591.324

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Miranda Grey (Halle Berry) é uma conceituada psiquiatra criminal que, repentinamente, descobre estar internada na clínica para deficientes mentais em que trabalha. Miranda é acusada de ter assassinado seu marido, mas ela não se lembra de ter cometido o crime. Tentando recuperar sua memória, Miranda passa a desconfiar que esteja sendo usada por uma força sobrenatural, que esteja buscando vingança.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Contrariamente ao que os críticos possam dizer, é um filme agradável. Mas claro, não é nem de perto um filme de terror.** Eu sei que este filme foi arrasado pela crítica, e eu até consigo compreender algumas das razões pelas quais ele foi cilindrado. Mas não consigo deixar de gostar dele mesmo assim, e de sentir que foi bastante agradável vê-lo. A história gira em torno de Miranda Gray, médica psiquiatra que trabalha numa ala psiquiátrica prisional gerida pelo seu marido, também ele psiquiatra de profissão. Certa noite, ao voltar para casa, ela tem de se desviar porque a chuva fez aluir a estrada, e ao passar numa ponte encontra uma jovem a meio da estrada e quase a atropela. Ao acordar, Miranda apercebe-se que está, ela mesma, presa na ala psiquiátrica, acusada de matar o seu marido. Confesso que não vejo este filme como um filme de terror. Essa é, talvez, a razão pela qual gostei dele: não estava à espera de ter medo, apenas de uma boa e intrigante história de mistério com alguns toques sobrenaturais. E é isso que o filme nos dá. Claro que tem cenas fortes, claro que tem sustos, mas não é o suficiente para o tornar um filme de horror, e se a propaganda o tentou vender como tal, então enganou-se e enganou as pessoas. De facto, o sobrenatural é importante no filme, mas mais importante ainda é a forma como Miranda tenta descobrir o que se passou e quem matou o seu marido. O filme funciona muito bem na maioria do tempo, mas a partir de determinado momento, já perto do final, sentimos o desgaste do material e percebemos que o director Kassovitz e o roteirista Gutierrez já não sabem como hão-de dar conclusão à história por eles criada. O resultado é óbvio: um final passivo, que vai beber inspiração a outros filmes, como *Sexto Sentido*. O elenco é decente o bastante para o filme que é. Halle Berry vivia uma excelente fase da carreira: acabara de colher os frutos de sucessos como *X-Men* e *Morre Noutro Dia*. Na verdade, se quisermos ser sinceros, o trabalho dela, neste filme, é competente e ela consegue até elevá-lo e dar qualidade ao filme. O problema é o material que ela recebeu do roteirista, e muito particularmente na parte final do filme, onde as coisas realmente se desarticulam. Robert Downey Jr. é igualmente um excelente actor, com provas dadas, mas tem pouco o que fazer aqui. Penélope Cruz é convincente e credível no papel dela, mas também ela tem pouco a acrescentar. Charles Dutton faz um trabalho discreto, mas competente e John Lynch é um vilão previsível. A nível técnico, é um filme bastante mediano. A cinematografia está sensivelmente dentro do que se poderia esperar e aproveita os efeitos visuais e especiais mais habituais. Mesmo sem ter nada de surpreendente ou inovador, cumpre bem o seu papel. Os cenários e figurinos não nos trazem nada de especial, e o CGI assegura a maior fatia dos sustos. A banda sonora é esquecível.

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