Marnie, Confissões de uma Ladra
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Marnie, Confissões de uma Ladra

Marnie, Confissões de uma Ladra

Tipo

Filme

Ano

1964

Duração

130 min

Status

Released

Lançamento

1964-07-17

Nota

7.1

Votos

1.213

Direção/Criação

Alfred Hitchcock

Orçamento

US$ 2.135.000

Receita

US$ 7.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Marnie é uma mulher perturbada psicologicamente que vai trabalhar para Mark Rutland e tenta roubá-lo. Só que Mark acaba casando com ela e tenta ajudá-la a curar sua doença, confrontando o seu passado.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**É um bom filme, mas podia ser melhor com um roteiro mais cautelosamente revisto.** Decidi ver este filme por duas razões. A primeira é o nome do seu director, o incomparável Alfred Hitchcock. A segunda é o facto de ser o filme que Grace Kelly quis fazer mas que nunca chegou a fazer em virtude do seu casamento com Rainier III do Mónaco. Porém, confesso que esperava mais deste filme. É um bom filme, mas tem algumas coisas que não fazem sentido nenhum. Bem, na verdade, e esquecendo o nome do director, o filme é bastante absurdo por causa de a sua história ser irrealista e pouco lógica. Se um homem se aproximasse de uma mulher como Sean Connery faz neste filme seria, provavelmente, alvo de um processo. Além de momentos profundamente misóginos e violentos (a personagem dele praticamente força Marnie a ter sexo), é pouco credível o amor que ele diz sentir por ela, e ela tem a sua razão quando diz que ele parece apenas querer ser dono dela. A segunda metade do filme é ainda pior, com cenas risíveis tais como o clímax final, em que Marnie parece entrar, do nada, num transe hipnótico, e sair dele com a mesma facilidade. O elenco é bastante competente e faz o que pode com o mau material fornecido pelo roteirista. Connery é bom, mas é difícil ter alguma simpatia pela personagem dele depois de se revelar tão troglodita. Tippi Hedren, no prato oposto da balança, é excelente e dá a Marnie uma vida, estilo e intensidade incomuns. A direcção, a cargo de Hitchcock, raramente falha. Só não entendo como é que ele não viu que o roteiro não prestava. Bons valores de produção, bons ângulos de filmagem e um uso inteligente da cor, da luz e da sombra destacam-se neste filme. A banda sonora também merece uma palavra de apreço. Não sendo um dos melhores filmes do cineasta, este é sem dúvida um filme que vale a pena, e que poderia ter sido ainda melhor se a história contada tivesse sido mais atentamente trabalhada e revista.

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