
Tipo
Filme
Ano
2019
Duração
114 min
Status
Released
Lançamento
2019-12-13
Nota
6.8
Votos
3.173
Direção/Criação
Jay Roach
Orçamento
US$ 32.000.000
Receita
US$ 61.404.394
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusam de assédio sexual no ambiente de trabalho.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**É bom o bastante, mas já vi filmes mais honestos sobre situações de assédio sexual.** Este filme baseia-se numa situação verdadeira em que um grupo de jornalistas, pivôs de notícias e apresentadoras de televisão denunciou os abusos sexuais sistemáticos que eram encobertos dentro da sua empresa, a Fox News, na época uma das mais poderosas firmas televisivas dos EUA e controlado autocraticamente por Roger Ailes. Muitas das queixas destas mulheres – algumas delas bem conhecidas do público americano – eram dirigidas contra o próprio Ailes. O caso veio a público no decurso do Movimento MeToo, sendo a Fox News apenas mais um ambiente tóxico onde foram denunciados os abusos que eram praticados há décadas. A história levanta, também, questões em torno da objectificação da mulher na televisão, algo que, no entanto, teima em prevalecer com a conivência das próprias mulheres, sob a desculpa frágil do “empoderamento” do corpo feminino. Roger Ailes já faleceu e não li nada que me indicasse que chegou a ser julgado. Em parte, lamento se não tiver sido: acho que situações como esta devem ser escrutinadas pela lei, para que a verdade seja apurada. Acredito que a lei deve ser bastante clara quanto ao que constitui assédio sexual ou não, e também tenho dúvidas se a legislação americana serve de exemplo nesse ponto. O movimento MeToo foi bom para que o assunto fosse discutido e falado, mas tenho consciência de que também existem mulheres que, aproveitando-se, prestam falsas denúncias destinadas a outros fins que não a sua própria protecção contra uma real situação de abuso. Seja como for, qualquer homem que se aproveite de posição superior para assediar uma subordinada ou colega só merece ser chamado de bast...rdo e tenho alguma dificuldade em entender como é que o povo americano foi capaz de eleger para presidente um homem (cujo nome me recuso a escrever porque me soa a algo sujo) com uma mentalidade de macho alfa tão semelhante à do falecido Roger Ailes. Um país com semelhante líder nunca será mais do que uma canoa furada em terra seca. Nicole Kidman dá vida a Gretchen Carlson, de quem terá partido a primeira denúncia que espoletou o escândalo subsequente. Ela fez isso como vingança por ter sido despromovida para um horário menos vistoso dentro do canal televisivo e, de facto, ficamos sem saber se ela foi vítima de assédio ou simplesmente sabia muita coisa e ficou calada enquanto gozou de uma posição confortável no canal. Independentemente disso, a actriz deixa-nos mais um bom trabalho, ainda que longe do melhor que já nos mostrou. Charlize Theron, que já tinha dado corpo a uma história parecida, mas muito melhor, em “North Country”, personificou a pivô Megyn Kelly, uma ultra-conservadora republicana com um passado polémico em que, por mais de uma ocasião, demonstrou ser paternalista e condescendente com atitudes racistas. Claro, o filme branqueia a personagem de modo conveniente, e dá-nos uma heroína agradável. Será que ela foi outra vítima? Acho que nunca saberemos. Depois de uma curta passagem por outros canais, Kelly desapareceu na obscuridade onde merece permanecer. Quem realmente me surpreendeu pela positiva foram John Lithgow e Margot Robbie. O actor fez um trabalho excelente ao incorporar a personagem de Ailes, graças a toneladas de maquilhagem de primeira qualidade e a um talentoso trabalho de interpretação. Por seu turno, Robbie deu vida a uma personagem inventada para corporizar o pior do que se passaria, alegadamente, dentro dos gabinetes da Fox News. A veracidade do que ela nos mostra pode ser questionada por falta de provas apresentadas em justiça, mas o facto é que a actriz se empenhou profundamente no trabalho e dá-nos tudo de si mesma. A nível técnico, o filme faz uma reprodução fiel dos ambientes de trabalho e estúdios da Fox News, ou pelo menos de como nós acreditamos que eles devem ser. Não acredito que a Fox tenha gostado deste filme o suficiente para abrir as portas dos seus estúdios para a equipa de produtores ver como eles realmente são e reproduzir o local fielmente, mas não há dúvidas de que os produtores sabiam o que estavam a fazer quando idealizaram todos os cenários. A banda sonora também me pareceu interessante, muito particularmente o tema principal composto para o filme. Visualmente, o trabalho de fotografia e filmagem tem qualidade, mas não sobressai, e a edição pareceu-me ocasionalmente apressada.
JackSparrowDepp
Forte e Corajoso. Com uma Ótima Direção, e Atuações magníficas de Charlize e Margot, esse filme escancara as situações pelas quais mulheres precisam passar para conseguir um lugar de destaque em suas receptivas carreiras, um boa fotografia e com um entendo que prende a atenção do início ao fim, vale muito a pena assistir.
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