
Tipo
Filme
Ano
1985
Duração
121 min
Status
Released
Lançamento
1985-03-27
Nota
7.0
Votos
1.243
Direção/Criação
Richard Donner
Orçamento
US$ 20.000.000
Receita
US$ 18.432.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Dois amantes na França medieval são transformados por um feitiço maligno onde ela é um falcão durante o dia, e ele é um lobo durante a noite. Logo eles recorrem à ajuda de um jovem ladrão para ajudá-los a quebrar o feitiço.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Extremamente datado e antiquado, funciona bem, mas está condenado ao esquecimento gradual.** Vi este filme há muitos anos e não gostei, achei que era apenas uma fábula sem interesse. No entanto, eu cresci, amadureci, e resolvi dar-lhe uma nova oportunidade agora que sou mais adulto. Trata-se, efectivamente, de um filme de fantasia feito em meados dos anos 80 e ambientado na Europa Medieval. A história foca-se na maldição que afecta um casal de amantes condenados a viverem separados até ao fim das suas vidas: o capitão Navarre transforma-se magicamente em lobo durante a noite, ao passo que a sua amada, Isabeau de Anjou, passa os dias transformada em falcão. O feitiço foi obra do diabólico e ciumento Bispo de Áquila, mas um monge pouco ortodoxo sabe a única maneira de a quebrar e vai contar com a ajuda de um ladrão de bom coração, Gaston, para o conseguir. A primeira coisa que me saltou aos olhos foi a enorme coincidência entre a ficção deste filme e uma série de dados e informações de carácter histórico sem correlação aparente: por exemplo, existe realmente uma diocese católica chamada Áquila, no Norte de Itália, aonde o filme foi efectivamente rodado (a propósito, parabéns pela escolha dos locais de filmagem, em particular o Castelo de Torrechiara, um dos mais belos da Itália); da mesma forma, Isabeau de Anjou poderia bem estar relacionada com a famosa Casa de Anjou, uma das mais antigas e prestigiadas casas reais francesas, e Navarre, sinceramente, lembra-me muito a Navarra, um reino europeu que se divide, actualmente, entre França e Espanha. Quer isto dizer que a história do filme é verdadeira ou baseada em pessoas ou factos reais? Não. De maneira nenhuma. Acredito que quer dizer, tão somente, que os argumentistas tinham sólido conhecimento de história europeia e foram buscar nomes e elementos que seriam familiares aos ouvidos do público, nem que fosse pela memória das suas aulas de história. Tecnicamente, é um filme extremamente datado devido à cinematografia, aos recursos de filmagem e de tratamento da luz e da cor (as cores não são tão lavadas quanto noutros da mesma época, mas ainda é um filme pouco colorido, em comparação com os modernos). A nível de efeitos visuais e especiais, recorre às técnicas da velha escola, que faz bastante bem e com grande eficácia. No entanto, mesmo essas são obviamente antiquadas e isso é incómodo para os novos públicos. Pior ainda é a banda sonora pop-rock que foi escolhida: foi uma escolha ousada e arrojada para a época, cortando com as melodias orquestrais de cunho épico que geralmente se usavam, mas choca gritantemente com o ambiente. O elenco é solidamente assente sobre os esforços de Michelle Pfeiffer e Rutger Hauer. A dupla faz par romântico bastante bem e garante as cenas mais envolventes do filme, bem como algumas das mais bem feitas cenas de efeitos especiais, visto que as personagens deles se transformam em animais. O jovem Matthew Broderick não tem tanto interesse e apelo, mas é importante para a trama e recebe material bom o bastante para fazer aqui um trabalho minimamente decente. Leo McKern trabalha muito bem como alívio cómico no papel de um monge com pouco juízo e muita sabedoria, e John Wood é agradavelmente maquiavélico no papel de um bispo poderoso, ao mesmo tempo senhor feudal e chefe da religião local.
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