
Tipo
Filme
Ano
1976
Duração
117 min
Status
Released
Lançamento
1976-01-10
Nota
6.3
Votos
2.274
Direção/Criação
Pier Paolo Pasolini
Orçamento
US$ 800.000
Receita
US$ 1.800.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Pasolini parte da obra de Sade e revisita o episódio histórico da República de Salò para apresentar sua visão sobre o poder, a sexualidade, o conformismo e a juventude italiana dos anos 1970, em um filme de quatro partes: Ante-Inferno, Círculo das Manias, Círculo da Merda e uma última, Círculo de Sangue.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**Perturbador, depressivo e difícil de julgar.** Este filme é no mínimo difícil de classificar e julgar. É assinado por um dos cineastas italianos mais polémicos, Pier Paolo Pasolini, homem cuja vida foi marcada pela Segunda Guerra Mundial, na qual perdeu o seu irmão. O facto de o filme se ambientar nesse período e ter os fascistas e nazis por vilões parece uma espécie de declaração política ou exorcismo aos fantasmas do director, como se o cineasta tentasse usar o filme para expressar a sua raiva sobre a guerra. Isso torna-se mais lógico se pensarmos que Pasolini também era comunista e que só foi expulso do partido depois de, supostamente, ter feito sexo com um menino menor em público, o que o torna não só homossexual mas também pederasta e, talvez, um pedófilo. Assim, Pasolini não é uma figura simpática e convencional, e a mesma coisa se passa com este filme, quase tão polémico e brutal quanto o seu criador, na medida em que junta Pasolini ao infame Marquês de Sade, autor do romance que deu base ao enredo. O enredo é simples: os fascistas aprisionam dezenas de jovens para uma sessão de tortura e humilhação que vai durar 120 dias. Segue-se cerca de uma hora de cenas escatológicas ou pornográficas que, creio, terão muitos tipos de explicação metafórica e simbólica aos olhos dos pseudo-intelectuais amorfos. Para mim uma pilha de fezes é uma pilha de fezes, não uma alegoria para as dores da sociedade, do capitalismo ou qualquer outra coisa. Essa é só uma explicação mal-cheirosa para cenas chocantes que não estou disposto a engolir, por mais palavreado que os especialistas, cheios da sua arrogância, usem após olharem para mim com desdém. Até a arte precisa de ter limites razoáveis. Para piorar a situação, o filme é deprimente e profundamente negativo sobre quase tudo. Se existe alguma competência técnica e artística neste filme é algo que ainda não avaliei completamente, mas estou disposto a dar a Pasolini o benefício da dúvida nesse ponto em particular. O facto é que, mesmo que haja arte, o filme em geral acaba por ser tão deprimente e perturbador que não vale a pena o esforço para vê-lo.
Themoviewatcher
Genial Pasolini mais uma vez alcança a perfeição, algo que ele já havia conseguido em O Evangelho Segundo São Mateus(1964). Aqui ele nos mostra um lado obscuro e sombrio da natureza humana e o que nós somos capazes de fazer com força e poder.
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