
Tipo
Filme
Ano
2019
Duração
96 min
Status
Released
Lançamento
2019-12-06
Nota
6.1
Votos
246
Direção/Criação
Adam Egypt Mortimer
Orçamento
-
Receita
US$ 75.407
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Luke, um estudante universitário, sofre um trauma familiar violento. Em seguida, ele ressuscita Daniel, seu amigo de infância imaginário para ajudá-lo a lidar com o problema, sem perceber quão perigoso é Daniel.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não é original, não é notável, mas foi um trabalho bastante decente, considerando o orçamento e as pessoas envolvidas.** Este é mais um daqueles filmes que apanhei, por acaso, a começar na TV, e que decidi ver. Por isso, eu não tinha grandes expectativas nem sabia exactamente o que ia encontrar. Quando acabou, eu posso dizer que gostei razoavelmente do que vi: explora inteligentemente a mente humana e o lado negro da personalidade, desenrola-se bem até perto do fim e é, precisamente, a parte final que mais me decepcionou. O roteiro começa por nos apresentar um jovem que, quando criança, tinha um amigo imaginário que desapareceu com o crescimento. A pressão da vida universitária e dos problemas familiares, todavia, levam ao reaparecimento do amigo imaginário, chamado Daniel, e não demora muito a tornar-se óbvio que os instintos dele são bastante mais perversos e assustadores do que seria desejável. Tudo bem, o filme não nos traz rigorosamente nada de novo. Há vários filmes, muito melhores e mais bem feitos, sobre amigos imaginários, dupla personalidade e coisas assim. “Fight Club” é paradigmático, e talvez um dos mais conhecidos, e a influência desse (e doutros) filme aqui está bastante clara. O lado positivo de tudo isto é a elegância e a forma eficiente com que o filme vai contando a sua história. O lado negativo é a extrema previsibilidade, e a sensação de estarmos a ver uma cópia barata de trabalhos mais consagrados. Tudo seria razoavelmente perdoável se o acto final fosse melhor: eu detestei aquele confronto entre ego simpático e alter-ego diabólico com uma máscara de carnaval barata. Os dois protagonistas do filme são dois jovens actores, ambos filhos de pais que conhecemos bem: Miles Robbins (filho de Tim Robbins e Susan Sarandon) e Patrick Schwarzenegger (exacto, o filho do Arnold). Portanto, o universo cinematográfico não é novo para eles e ambos parecem estar num mesmo ponto da carreira: filhos de estrelas que tentam singrar na profissão dos seus pais, mas que ainda são mais reconhecidos por serem filhos delas do que pelo trabalho e talento que podem fazer. Nenhum deles fez má figura, os dois actores fizeram um trabalho empenhado e bastante honesto. Sasha Lane não esteve muito mal, mas não tem muito para fazer. Melhor e mais interessante do que ela foi a atuação de Mary Stuart Masterson, uma veterana que surge por poucos minutos, mas faz uma excelente contribuição. Tecnicamente, é um filme que não sobressai nem se destaca, mas que procura fazer o melhor que pode com o pouco dinheiro que tem. E visto sob esse prisma, o filme funciona bem e faz o que precisa. Não há surpresas quanto à cinematografia, aos cenários ou aos figurinos, sendo que há um trabalho infeliz de caracterização, perto do final, com aquela máscara de esponja, feia e claramente falsa, que Patrick Schwarzenegger teve de usar.
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