A Cripta dos Sonhos
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A Cripta dos Sonhos

A Cripta dos Sonhos

Tudo o que faz a vida valer a pena!

Tipo

Filme

Ano

1973

Duração

87 min

Status

Released

Lançamento

1973-03-16

Nota

6.3

Votos

163

Direção/Criação

Roy Ward Baker

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Uma antologia de cinco histórias de horror compartilhadas por cinco homens presos no porão de um prédio de escritórios.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Ainda mais frio e desinteressante do que o seu antecessor, é um filme esquecível.** Este filme contém uma série de cinco pequenas histórias de terror, e é baseado numa série de contos de terror escritor e publicados em banda-desenhada adulta pela EC Comics. Nunca os vi nem os li, julgo que não foram nunca traduzidas para português ou publicadas aqui. Feito para ser o seguimento do filme lançado no ano anterior, *Tales from the Crypt: A Cripta do Terror*, tentou servir-nos a mesma fórmula e obter sucesso semelhante… mas tenho de admitir que foi ainda mais frio do que o seu antecessor. Falta qualquer tipo de tensão, emoção, ‘suspense’ ou mesmo alma aqui. O senso de justiça poética permanece bastante presente nas histórias contadas, que não irei de modo algum revelar porque sinto que seria a pior coisa a fazer num filme com tão pouco a dar ao seu público. Da mesma forma que no filme anterior, os protagonistas acabam reunidos, de modo misterioso, na cave de um edifício banal, onde começam a relatar os seus mais tenebrosos pesadelos… acontece que mesmo isto funciona mal: partindo do princípio que são estranhos e não se conhecem, porque fariam de modo tão fácil confissões tão pessoais? Não faz sentido. A somar a isto, senti que cada uma das histórias contadas era totalmente banal, e a escrita não se preocupou em dar-nos algo que valesse a pena reter. A única história que se destacou foi mesmo a última, em que a personagem central é um pintor em busca de vingança. Bem feita e bem escrita, essa história lembra-nos uma adaptação de *O Retrato de Dorian Gray*… e não vou dizer mais nada. O elenco conta com vários nomes relativamente conhecidos do panorama artístico britânico, mas não sobressai particularmente pela qualidade. Tom Baker destaca-se, todavia, pelo modo inteligente e hábil como desempenhou o seu papel. Ferry Thomas também foi feliz, recebendo um material bastante decente e fazendo um trabalho bastante bem feito. Apesar da fraqueza da história e do material que lhe foi dado, também Curd Jurgens e Glynis Johns merecem uma nota positiva pelo seu esforço, nas suas respectivas personagens. O resto não interessa muito. Tecnicamente, o filme apresenta-se discreto e sem grandes méritos. A cinematografia não é boa em virtude do pouco contraste e das cores lavadas. Apesar de tudo, ela corresponde ao padrão usado nesta época. Cada um dos cenários e figurinos cumpre o seu papel, sem grandes méritos a assinalar, e os efeitos especiais e sonoros são simples e raramente parecem reais.

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