
RoboCop - O Policial do Futuro
Parte homem. Parte máquina. Um tira total.
Tipo
Filme
Ano
1987
Duração
102 min
Status
Released
Lançamento
1987-07-17
Nota
7.4
Votos
5.646
Direção/Criação
Paul Verhoeven
Orçamento
US$ 13.000.000
Receita
US$ 53.424.681
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em uma Detroit violenta e quase apocalíptica, a malvada corporação Omni Consumer Products (OCP) ganha um contrato do governo municipal para privatizar a força policial. Para testar seus ciborgues de erradicação do crime, a empresa leva o policial de rua Alex Murphy a um confronto armado com o senhor do crime Boddicker para que eles possam usar seu corpo para apoiar seu protótipo não testado do RoboCop. Mas quando RoboCop descobre os planos nefastos da empresa, ele se volta contra seus mestres.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme sci-fi memorável e que levanta questões profundamente actuais, se pensarmos nisso.** Este é um dos grandes filmes sci-fi da década de 80. Partindo de um futuro distópico onde a sociedade se desestruturou e a criminalidade disparou sem controlo, constrói uma trama elegante onde o desenvolvimento das novas tecnologias é abordado através da criação de um polícia cyborg que deverá travar a escalada de crime na cidade depredada de Detroit. Criado por uma empresa privada com fortíssima influência na cidade, Robocop torna-se uma arma temível no combate ao crime, mas o que ninguém sabe é que o presidente da empresa que o criou e controla tem planos sombrios para a cidade. Há várias temáticas que são inseridas aqui, e que vão da moralidade dos procedimentos corporativos até à ética industrial, e que o filme procura problematizar sem, por isso, se tornar excessivamente sério. Um dos aspectos que, para mim, mereceu maior atenção foi a inépcia das autoridades e representantes da cidade para resolver problemas, pondo-se na dependência de interesses privados e corporativos com agendas próprias. Podemos ver isso na forma como a cidade quase concessiona a sua polícia a uma grande corporação do sector tecnológico. E à medida que vemos Robocop a agir é impossível questionarmo-nos onde é que termina o Homem e começa a Máquina. Afinal, antes de ser transformado, Murphy era um ser humano com memórias e sentimentos que a transformação quase que apaga, juntamente com parte da sua personalidade. São questões que parecem triviais, no entanto, elas nunca se fizeram tão presentes nas nossas vidas como agora: os ciborgues podem ainda ser coisa de ficção científica, mas a inteligência artificial é uma realidade e tenderá a ter um papel cada vez mais significativo na maneira como vivemos e até como pensamos e encaramos o mundo que nos rodeia. Até que ponto isto é positivo? Até que ponto é que representa um corte na nossa liberdade de pensamento e de formação da nossa opinião, consciente e informada? Até que ponto pode a tecnologia servir o Homem sem ser, realmente, controlada por algum grupo ou corporação com segundas intenções? Este é, sem dúvida, um filme que nos faz pensar! Dirigido por Paul Verhoeven, o filme aproveita o melhor do seu tempo em termos de CGI e efeitos visuais, especiais e sonoros, além de caprichar no trabalho de cinematografia e de edição. É claro, não podemos esperar milagres: tudo foi feito sem apoio de tela verde e outros recursos que nós damos por garantidos, há detalhes que parecem estranhos e até artificiais. Apesar do tema complexo e até pesado, o filme quer ser divertido e dar-nos boas cenas de acção exagerada. Os figurinos, a concepção dos cenários, ambientes e até alguns detalhes dos robôs são pirosos, feitos à medida da imaginação do que podia ser um futuro não muito distante, e é engraçado ver a maneira como eles adivinhavam como nós iríamos viver o presente. A banda sonora destaca-se pelo seu tema principal, um dos mais memoráveis da década, e do cinema sci-fi em geral. Peter Weller faz um excelente trabalho no filme, mas Nancy Allen, que deu vida à amiga e parceira de trabalho de Murphy, também não se deixa ficar atrás dele, brindando-nos com um trabalho muito competente. Clarence Boddicker, que deu vida ao grande vilão e mestre do crime, faz um trabalho interessante, mas que não tem a necessária profundidade ou solidez. A personagem apenas precisa de parecer detestável e cínica, e pronto. Miguel Ferrer e Ronny Cox, quando estão presentes, são igualmente boas adições.
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