Uma Vida Melhor
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Uma Vida Melhor

Uma Vida Melhor

Todo pai quer mais para seu filho.

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

98 min

Status

Released

Lançamento

2011-06-24

Nota

7.2

Votos

274

Direção/Criação

Chris Weitz

Orçamento

US$ 10.000.000

Receita

US$ 1.800.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um jardineiro em Los Angeles luta para manter seu filho longe das gangues e dos agentes de imigração, enquanto viaja através da cidade para realizar o trabalho de paisagismo nas casas de ricos proprietários.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma boa história, em que a busca por uma carrinha roubada se liga à recuperação da relação de um pai com o seu filho adolescente.** Para muitas pessoas, os EUA são uma terra de sonhos, de oportunidades, para onde sonham ir, a fim de se libertarem da dureza das suas vidas e da falta de condições dos seus próprios países. O mesmo acontece aqui, com a Europa, e muito particularmente com a Alemanha. Portugal, o meu país, é igualmente muito procurado, mas é um país por onde a maioria simplesmente passa na sua rota para a “terra prometida”. Pessoalmente, nada tenho contra estes fluxos migratórios. A verdade é que nós vamos precisar dessa mão-de-obra para compensar a falta de natalidade nos nossos países e também a carência de trabalhadores para serviços mais simples, que nós, com os nossos graus académicos, temos a tendência de não querer fazer. São pessoas que devemos acolher, embora isso não nos deva inibir de implementar regras, de policiar as fronteiras e exigir o cumprimento de requisitos que sejam razoáveis, quer para a concessão de vistos, quer para a obtenção da cidadania. O filme que hoje abordo é precisamente a história de um imigrante ilegal mexicano, que passou a fronteira e se fixou na Califórnia com o seu filho adolescente. Ele compra uma carrinha para se estabelecer como jardineiro a domicílio, mas acaba por a ver ser roubada por outro imigrante que tentara ajudar, cabendo-lhe somente a ele a tarefa de a tentar recuperar, pois não poderia nunca dirigir-se às autoridades sem acabar preso. A busca pela carrinha roubada vai permitir, por outro lado, uma maior aproximação entre pai e filho, num momento bastante melindroso em que o jovem parecia bastante seduzido pelos gangues hispânicos e por uma vida associada à criminalidade e ao submundo. Claramente inspirada em “Ladrões de Bicicletas”, um clássico do cinema italiano, a trama é boa e tocante, tem uma dose de emotividade que se revelou muito positiva e as personagens são credíveis e dignas da nossa compaixão. Os dois papéis principais deste pequeno, mas bem executado, drama familiar são assegurados por dois actores hispânicos, Demián Bichir e José Julián. Não conheço nenhum deles, mas creio que ambos se desembaraçaram bastante bem dos desafios que tinham pela frente, podendo-se mesmo dizer que Bichir brilhou, com a sua performance séria, levemente emotiva e autêntica. De resto, o actor mereceu mesmo a nomeação ao Óscar de Melhor Actor. A cinematografia, os cenários e os figurinos são bastante regulares, não apresentando grandes particularidades ou aspectos dignos de nota. Os efeitos visuais e sonoros utilizados são bons, e bastante discretos, funcionando bastante bem. É um filme que não sobressai tecnicamente, a fim de nos deixar totalmente envolvidos na história que nos conta.

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