
Tipo
Filme
Ano
1999
Duração
125 min
Status
Released
Lançamento
1999-04-16
Nota
7.0
Votos
9.857
Direção/Criação
Stephen Sommers
Orçamento
US$ 80.000.000
Receita
US$ 415.885.488
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em 1926, um grupo de arqueólogos descobre uma tumba na cidade perdida de Hamunaptra. Dentro da tumba é encontrado o corpo de Imhotep, o sacerdote do Faraó Seti, que foi mumificado vivo além de ter recebido a mais terrível das maldições por ter dormido com a amante do faraó e, movido por ciúme doentio e amor, ter matado o Faraó. No entanto, quando um dos membros da expedição lê um manuscrito que foi encontrado pelo grupo e traz Imhotep de volta vida, ele ressurge cheio de ódio e só pensa em reencontrar sua amada e destruir todos que cruzem o seu caminho, trazendo consigo as dez pragas do Egito.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**Um bom filme** Neste filme, situado nos anos vinte, um americano com um passado misterioso ajudará um bibliotecária britânica, apaixonada pelo antigo Egipto, a explorar uma ruína, mas acabam por despertar uma múmia que ameaça destruir o mundo. Poucas pessoas sabem que este filme é o remake de um clássico de terror de 1932, com Boris Karloff. O filme é dirigido por Stephen Sommers, que também escreveu o roteiro juntamente com Lloyd Fonvielle. Possui a participação de Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah e Arnold Vosloo. As múmias e as maldições são parte da parafernália de terror desde o início do cinema, mas foram eventualmente afastadas por décadas. Este filme, embora não de terror, mas de aventura, fez uma redenção desses elementos e trouxe novamente as múmias ao cinema. E há centenas delas. O filme é excelente, é muito divertido, não tem momentos mortos e faz um uso inteligente dos mistérios da civilização egípcia para engrossar o suspense na trama, que é iluminado por vários momentos de humor. O desempenho do elenco também foi muito bom e a trilha sonora, embora não seja surpreendente ou memorável, faz bem o seu papel. Os efeitos especiais e maquilhagem merecem uma menção especial, bem como a informatização e os recursos digitais, porque eles sabiam perfeitamente como enriquecer o filme sem dominar as atenções. Este filme é divertido, inteligente sem se tornar inacessível ao público em geral, tem suspense e algumas cenas fortes, sem ser muito forte para jovens. Então, é um bom filme familiar, adequado para quase todas as idades.
Pedro Quintão
The Mummy (1999) foi um dos filmes que mais marcou a minha infância. Lembro-me perfeitamente de o rever vezes sem conta, quase todos os meses, fascinado por aquela aventura passada no Egito com muito humor, bons momentos de ação e alguns momentos sombrios. Entretanto, passaram-se mais de 16 anos desde a última vez que o tinha visto. Desta vez decidi revisitá-lo e mostrá-lo ao meu irmão, mas confesso que tinha algum receio, pois muitos filmes que adorámos em pequenos acabam por envelhecer mal quando voltamos a revê-los em adultos. Felizmente, The Mummy continua a ser uma aventura incrivelmente divertida. É verdade que demora um pouco a arrancar, mas desde os primeiros minutos somos logo conquistados pelo carisma das personagens. Brendan Fraser e Rachel Weisz têm uma química fantástica e dão vida a duas personagens extremamente empáticas. Arnold Vosloo também merece destaque como Imhotep, um vilão memorável e ameaçador que encaixa perfeitamente no tom da história. Quanto à dupla de protagonistas, juntos arrastam-nos para uma jornada que mesmo com mais de 25 anos, continua a arrasar com vários blockbusters mais atuais, pois estamos perante um trabalho feito com alma. Sente-se que foi criado numa época em que estes filmes ainda nasciam de um verdadeiro entusiasmo pela aventura e por conquistar os espectadores, e não apenas pela vontade de criar universos partilhados ou sagas intermináveis. Contudo, nem tudo envelheceu de forma perfeita. Os efeitos visuais em CGI são claramente o elemento mais datado do filme. Em alguns momentos está mínimamente competente, mas noutros nota-se bastante o peso dos anos. Ainda assim, tendo em conta que é uma produção lançada em 1999, até se pode dizer que eram bastante competentes para a época. Além disso, os efeitos práticos continuam a funcionar muito bem, o que ajuda a manter a sensação de espetáculo. Outro elemento essencial é a banda sonora que ajuda a elevar ainda mais o espírito de aventura do filme. Há momentos em que a música quase nos transporta diretamente para aquele deserto, dando um tom épico e fazendo-nos querer visitar o Egito. Para mim, The Mummy continua a ser um excelente exemplo de como um blockbuster deve ser: um filme com coração, com personagens espetaculares e com uma aventura capaz de prender qualquer espectador. Pode não ser perfeito, mas tem algo que muitos filmes atuais perderam: a alma e o propósito de simplesmente desejar entreter o espectador. Agora resta-nos aguardar se o próximo capítulo deste universo, com previsão de estreia para 2028, será capaz de conservar todos estes elementos.
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