Casamento Sangrento
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Casamento Sangrento

Casamento Sangrento

Sogros podem ser assassinos.

Tipo

Filme

Ano

2019

Duração

95 min

Status

Released

Lançamento

2019-08-21

Nota

7.0

Votos

5.212

Direção/Criação

Tyler Gillett

Orçamento

US$ 6.000.000

Receita

US$ 57.615.777

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Grace acaba de se casar com o herdeiro milionário de uma família especializada em jogos de tabuleiro. Antes de realmente integrar a família, no entanto, ela é obrigada a participar de uma tradição familiar: um jogo de esconde-esconde pela mansão dos Le Domas. Aos poucos, Grace percebe que a brincadeira inocente é na verdade uma caçada sangrenta contra a recém-casada, em que todas as armas e golpes são permitidos para assassiná-la. A jovem terá a difícil missão de sobreviver aos ataques até o amanhecer.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**A maldade do dinheiro, uma carnificina brutal e um casamento por amor num filme de altos e baixos.** Quantas vezes nós, comuns contribuintes, não pensamos no hipotético lado sombrio que nos agradaria existir naquelas famílias ricas do meio empresarial, da política e das artes? Para muitas pessoas, a inveja é algo muito natural. Outras, como eu, preocupam-se mais com a origem lícita das fortunas do que com qualquer outra questão (o que me importa é que os ricos ganhem honestamente o seu dinheiro, o resto sinto que não me diz respeito) e outras pensam que, sendo o dinheiro algo tão terreno e eventualmente maléfico, todas as grandes fortunas têm alguma dose de perversidade. Ao contrário de pessoas como eu, que encaro o dinheiro como uma ferramenta que pode ser bem ou mal usada, há imensa gente que associa ao dinheiro essa carga malévola. Este filme começa por aí e cria em torno de uma família abastada toda uma história de satanismo, carnificina e ausência de escrúpulos. Tudo se passa no dia do casamento que o filho primogénito do patriarca resolveu à revelia da família. A jovem noiva, para que a família a aceite, terá de jogar um misterioso jogo tradicional que todos eles têm de jogar num dado momento. Um ritual de iniciação maluco numa sala de caça cheia de armas e de animais embalsamados. O que se segue é a previsível carnificina. E eu digo que isto é previsível porque o filme é estupidamente fácil de adivinhar, sendo esse o ponto fraco de todo o enredo. Como filme de terror, só funcionará para os que tiverem estômago fraco para cenas sangrentas: sim, o filme tem bastante gore, mas já vi coisas piores. Tecnicamente, o filme tem os seus altos e baixos. Aproveitando muito bem os locais que a produção conseguiu para filmar no Canadá, incluindo uma mansão-museu famosa, os cenários e figurinos são excelentes e dignos de uma produção bastante mais cara. Não é um filme de baixo orçamento, nota-se que a produtora investiu no projecto, mas não me parece que seja propriamente a primeira aposta para uma temporada de cinema: efeitos visuais e sonoros convincentes e eficazes ajudam bastante e a edição foi bem executada. A banda sonora tem os seus momentos espirituosos, mas em contraste a cinematografia é excessivamente tremida e, ocasionalmente, mal enquadrada. Com apostas tão aparentemente pesadas, foi uma pena sentir que a produção foi buscar um elenco de terceiro escalão para o projecto. Os protagonistas não são maus, mas falta-lhes a experiência de projectos de primeira água com colegas mais calejados: Samara Weaving fez uma personagem secundária em “Três Cartazes…”, Mark O’Brian foi fazer outra em “Arrival” e Adam Brody participou em “Sr. e Sra. Smith”, mas é só. São actores a competir pelo seu espaço ao sol, um desejo lícito, mas sem experiência e ainda um pouco crus. Em abono da verdade, o filme também não lhes dá personagens desafiantes ou situações complexas. A melhor actriz aqui é Andie MacDowell, mas está longe de mostrar as qualidades que vimos nos seus trabalhos mais antigos. O canadiano Henry Czerny faz o que pode e é notável, mas não pode salvar o filme sozinho.

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