Frenesi
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Frenesi

Frenesi

Uma nova reviravolta mortal do original Hitchcock

Tipo

Filme

Ano

1972

Duração

116 min

Status

Released

Lançamento

1972-05-25

Nota

7.1

Votos

1.002

Direção/Criação

Alfred Hitchcock

Orçamento

US$ 2.000.000

Receita

US$ 12.600.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Londres está sendo aterrorizada por um assassino em série que estupra as suas vítimas e as mata estranguladas com uma gravata. Devido a uma série de mal-entendidos, o veterano de guerra da RAF Richard Blaney, alcoólatra, divorciado e recentemente desempregado, acaba se tornando o suspeito número um dos crimes quando sua ex-esposa é assassinada com o mesmo modus operandi.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Talvez um dos piores de Alfred Hitchcock.** Confesso que não fiquei muito impressionado com este filme. Apesar de ser um dos mais citados do período final da carreira de Alfred Hitchcock, acho que o director traz pouco de novo num filme que só se destaca pela brutalidade gráfica e pela nudez excessiva, numa concessão desnecessária ao apetite do público pós-revolução sexual. A trama é simples: anda em Londres um assassino à solta, que mata mulheres por estrangulamento com gravatas. As suspeitas depressa recaem em Richard Blaney, um homem inocente. Já vimos coisas parecidas em outros filmes do mesmo realizador, e a sensação é que estamos a ver mais do mesmo. Para piorar, o filme ignora totalmente os supostos crimes cometidos anteriormente pelo assassino, e que podem perfeitamente não ser atribuíveis a Blaney. Jon Finch é bom o suficiente mas está longe de nos dar uma personagem principal marcante. De facto, não sendo uma má interpretação, é suficientemente regular para não ultrapassar muito a mediania. Alec McCowen é bom, principalmente pelos toques de humor que a personagem traz para o filme, quando partilha a cena com a esposa, que é interpretada por Vivien Merchant e que tem a mania de cozinhar culinária sofisticada quando o marido quer é comer comida caseira e simples. Anna Massey e Barbara Leigh-Hunt foram vítimas óbvias do assassino mas estiveram satisfatoriamente enquanto fizeram parte do filme. Barry Foster deu vida a um assassino de roupagens berrantes e monumental mau gosto que é digno do nosso ódio e do papel de homem desprezível. O filme tem uma fotografia regular, mas algo cansativa, eu achei. Não achei o filme visualmente tão bonito assim. Como disse mais acima, a nudez das mulheres parece pensada para vender o filme mas não acrescenta nada de positivo ou artístico e destoa totalmente do resto dos filmes de Alfred Hitchcock, que são relativamente puritanos neste ponto concreto. Algumas pessoas consideraram este filme profundamente escatológico, e até acaba por o ser quando é colocado no contexto da filmografia do seu director, mas não o é tanto assim, se considerarmos uma série de outros filmes da mesma altura ou posteriores. Os figurinos e cenários são cansativos, e detestei aquelas patilhas longas e bicudas no cabelo dos homens, embora conceda que talvez se deva ao mau gosto geral da moda nestes anos dos inícios da década de Setenta. Cansativo, longo, muito imaginativo e até parecido demais a outros filmes do mesmo director, este filme realmente desagradou-me.

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