Uma Ponte Longe Demais
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Uma Ponte Longe Demais

Uma Ponte Longe Demais

Do céu vem o espetáculo mais incrível de homens e guerra na tela!

Tipo

Filme

Ano

1977

Duração

175 min

Status

Released

Lançamento

1977-06-15

Nota

7.2

Votos

916

Direção/Criação

Richard Attenborough

Orçamento

US$ 22.000.000

Receita

US$ 50.750.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Setembro de 1944, os Aliados confidencialmente mandam para a Normandia um grande grupo de soldados para a operação Market Garden, cuja intenção era dar um fim para a Segunda Guerra Mundial, invadindo a Alemanha e destruindo as indústrias de guerra do 3º Reich. Durante a operação, disparidades políticas no campo de batalha, mó sorte nas condições meteorológicas e falhas na inteligência levam ao desastre da missão. A história do mais trágico erro tático da Segunda Guerra Mundial, que custou a vida de muitos soldados.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme épico, um documentário ou um julgamento público?** Este filme é um de muitos filmes de guerra, baseados em eventos e operações da Segunda Guerra Mundial, que foram feitos durante as décadas de 60 e 70. Neste caso concreto, o filme traz para a tela a famosa Operação Market Garden, que ocorreu em 1944, e que foi um desastre militar para os Aliados. A ideia desta operação militar era conquistar uma série de pontes sobre rios e canais holandeses, abrindo o caminho dos Aliados através das linhas defensivas alemãs no país. Vencidas as planícies holandesas e o Reno, a Alemanha estava à vista. Para isso, foram usadas tropas pára-quedistas e blindados em grande escala, de modo a aproveitar ao máximo as vantagens da velocidade e do elemento surpresa. Porém, os planos foram baseados numa ideia errónea da verdadeira força militar alemã estacionada na região. De facto, os Alemães tinham muito mais tropas no teatro de operações do que os Aliados pensavam, de modo que a reacção alemã ao ataque foi mais rápida e enérgica do que o esperado, atrasando consideravelmente o progresso dos Aliados, levando a mais perdas humanas e, em última análise, comprometendo o sucesso da operação. Para uma melhor ideia do que foi este fracasso, os Aliados perderam aqui mais soldados do que em toda a operação do Dia D. Este filme, como acontece a muitos filmes de guerra desta altura, não tem um roteiro a não ser a operação militar, que é um facto histórico. Claro, a forma como algumas personagens históricas foram mostradas não é exacta (o General Browning é um caso evidente, e o filme faz um péssimo julgamento dele) e as vidas dos soldados anónimos é ficcional. Mas este é um filme de Sir Richard Attenborough, que era detalhista e gostava de filmes com toques de realismo - Gandhi é o seu exemplo mais perfeito e parece um documentário. Aqui passa-se o mesmo: o filme parece uma daquelas recreações ficcionais que agora são comuns em documentários de história, só que em proporções épocas. Isso tem uma coisa boa: os detalhes e valores de produção foram meticulosos e tudo parece extraordinariamente real, dos cenários aos figurinos, dos efeitos de som aos efeitos especiais e cenas de combate. A cinematografia é igualmente boa embora obviamente datada, percebendo-se bem que é um filme com várias décadas. Mas eu lido bem com isso. Pior foi lidar com a duração exagerada do filme: tinha pouco roteiro para um filme de três horas. Por fim, uma última palavra para o elenco, onde surgem diversos actores que nós hoje conhecemos muito bem. Filmes como este são quase ninhos de estrelas, e isso por vezes volta-se contra o próprio filme. Sean Connery é um dos nomes mais sonantes e já era nesta altura um actor conceituado. Ele não desiludiu, conseguindo uma das melhores performances de todo o filme. Walter Kohut e Ryan O'Neal estiveram bastante bem também. Dirk Bogarde esteve bem, mas a personagem dele é totalmente mal pensada e não corresponde à realidade. Gene Hackman, ainda relativamente discreto, surge-nos com um sotaque super forçado. Michael Caine e Anthony Hopkins passam relativamente despercebidos no meio de tantos outros. Exageradamente longo, este é um filme com ambições de documentário, com muitos actores bons a aparecerem de modo discreto e algumas personagens, baseadas em pessoas verdadeiras, a serem alvo de um autêntico julgamento público. Funciona, mas há melhor.

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