Meia Noite em Paris
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Meia Noite em Paris

Meia Noite em Paris

Tudo pode acontecer na Cidade das Luzes

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

100 min

Status

Released

Lançamento

2011-05-11

Nota

7.5

Votos

7.872

Direção/Criação

Woody Allen

Orçamento

US$ 17.000.000

Receita

US$ 151.119.219

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Gil Pender é um jovem escritor em busca da fama. De férias em Paris com sua noiva, ele sai sozinho para explorar a cidade e conhece um grupo de estranhos que são, na verdade, grandes nomes da literatura. Eles levam Gil a uma viagem ao passado e, quanto mais tempo passam juntos, mais o jovem escritor fica insatisfeito com o presente.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Magnífico, é uma declaração de amor a Paris.** Com este filme, Woody Allen faz, no fundo, uma declaração de amor a Paris, cidade que ele já conhece muito bem e pela qual parece sentir um grande carinho. Além da beleza das cenas da cidade, especialmente na sequência de abertura, o roteiro revisita a história e importância da cidade francesa, enquanto ponto de encontro de artistas e escritores. A história do filme começa muito bem, apresentando-nos a um casal de noivos americano que veio a Paris aproveitando a viagem de negócios do pai dela. Desde o início que eles parecem um pouco estranhos: ela é bastante frívola e parece sentir que está a fazer um grande favor ao casar-se com ele, além de ser perfeitamente óbvio que os pais dela não aprovam a união; por sua vez, o rapaz é um aspirante a escritor que se cansou de fazer roteiros de Hollywood e quer dedicar-se à escrita e permanecer em Paris, ideias vistas com desdém pela noiva. Porém, tudo vai mudar quando ele, após um desentendimento, volta a pé para o hotel e acaba por ter um encontro com uma série de artistas e escritores famosos da Paris dos Anos 20: Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Picasso, Dali, Buñuel, Gertrude Stein e outros. Isto é, o filme parte de uma situação de comédia romântica básica e cria uma história onde as viagens no tempo acabam por acontecer de uma forma que parece que a personagem está só a sonhar, ou numa ilusão. Owen Wilson foi impecável no papel principal e dá-nos uma das suas melhores performances sérias, o que não é pouca coisa. Ele é credível e convincente. Igualmente agradável e simpática é Marion Cotillard, que deu vida à “alma gémea” da personagem de Wilson, uma sonhadora e idealista que preferia viver numa página do passado. Além de ser inteligente e sensível, é linda e atraente. Kathy Bates, Tom Hiddleston, Alisson Pill, Corey Stoll e Marcial Di Fonzo deram vida a uma série de artistas e escritores, e cada um fez o seu papel com aprumo e esmero. Rachel McAdams é boa na sua personagem cansativa e irritante. Tecnicamente, o filme é impecável. A cinematografia é primorosa, tem luz e cor ideais, nitidez e profundidade. As cenas da cidade são magnificas, e é muito fácil vermos o filme e querermos que tudo aquilo seja real. Os cenários são muito bons, e o mesmo se poder dizer da escolha de locais de filmagem, feita com atenção e método. A comédia está bem presente no filme e tem elementos com certa qualidade, sendo nos diálogos e nos trocadilhos que ela prospera. Todo o filme tem um ritmo muito bom, que não cansa o público nem permite que nos alheemos. Por fim, uma palavra de apreço para a banda sonora de ‘jazz’.

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