Onze Samurais
Voltar
Onze Samurais

Onze Samurais

Tipo

Filme

Ano

1967

Duração

95 min

Status

Released

Lançamento

1967-12-16

Nota

7.5

Votos

26

Direção/Criação

工藤栄一

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

No final da era Edo, o mimado Lord Nariatsu, filho do ex-Shogun, invade o território do clã Oshi durante uma caçada e mata seu lorde em fúria. Uma investigação manipulada pelo xogunato culpa o clã Oshi, condenando-o à dissolução: terras confiscadas e vassalos dispersos. Onze samurais, liderados pelo ronin Hayato, recusam a injustiça e planejam uma vingança suicida: assassinar Nariatsu para expor a corrupção do sistema. Com apenas um mês antes do veredito oficial, infiltram-se, enfrentam traições e armadilhas, culminando em uma batalha brutal e caótica na chuva torrencial — golpes desajeitados, lama, sangue e desespero sem glória heroica. Um jidaigeki cru e visceral que transcende a ação: um grito contra a corrupção institucional, o favoritismo dos poderosos e o alto preço da lealdade em um mundo onde a verdade é sacrificada pela imagem do poder.

Anterior7.5Próximo

Reviews

Total: 1

Hayllander

**Nota: 9/10 – Um diamante bruto do jidaigeki** Eiichi Kudō fecha sua trilogia “Revolução Samurai” com uma obra-prima discreta, brutal e profundamente honesta. Em apenas 94 minutos, **Eleven Samurai** destila tudo o que o gênero tem de melhor: honra, vingança, sacrifício e uma crítica feroz ao poder corrupto — sem nunca cair na armadilha do heroísmo romantizado. O enredo é simples e devastador: após um assassinato impune cometido pelo mimado Lord Nariatsu (irmão do Shogun), o clã Oshi é destruído por um veredito manipulado. Onze homens — liderados pelo ronin Hayato — escolhem a morte certa para restaurar a justiça que o sistema negou. Não há plano genial, nem superpoderes. Há apenas lealdade, raiva contida e um mês para agir. A grandeza está na execução. A batalha final na chuva torrencial é uma das sequências mais impactantes do cinema japonês clássico: lama que engole os pés, golpes erráticos, explosões de pólvora improvisada, corpos caindo sem pose. Nada é belo ou coreografado — é sujo, desesperado, real. Kudō filma como quem documenta uma tragédia, não uma lenda. A crítica social é afiada como uma katana: o xogunato protege os seus a qualquer custo, manipulando a verdade e sacrificando inocentes. Nariatsu não é um vilão caricato; é o retrato cruel de um privilegiado intocável. Hayato (Isao Natsuyagi) carrega o peso da decisão com uma contenção que dói — e o seppuku de Tatewaki é um dos momentos mais dolorosos e dignos do gênero. Pequenos defeitos? O início é deliberadamente lento para construir a injustiça, e alguns secundários ficam na sombra. Mas isso só reforça o foco: não é sobre indivíduos isolados, é sobre um sistema que esmaga coletivos inteiros. [i]Eleven Samurai[/i] não ganhou prêmios na época porque era “só mais um chanbara B”. Hoje, é um tesouro cult que merece ser reverenciado. Um filme que não te deixa aplaudir — te deixa em silêncio, pensando no preço da honra num mundo sem justiça. **Ouro puro para quem ama jidaigeki cru, político e sem concessões.** Se você ainda não viu, corra. Se já viu, reveja na chuva. **“A verdade não precisa de glória. Precisa de sangue.”**

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.