As Bruxas de Eastwick
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As Bruxas de Eastwick

As Bruxas de Eastwick

Três mulheres bonitas. Um Diabo Sortudo.

Tipo

Filme

Ano

1987

Duração

118 min

Status

Released

Lançamento

1987-06-12

Nota

6.5

Votos

1.535

Direção/Criação

George Miller

Orçamento

US$ 22.000.000

Receita

US$ 63.766.510

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em uma pequena e conservadora cidade da Nova Inglaterra, Alexandra Medford (Cher), Jane Spofford (Susan Sarandon) e Sukie Ridgemont (Michelle Pfeiffer), entediadas com a vida que levam, se reúnem todas as quintas-feiras para tomarem drinques e conversarem sobre vários assuntos. O principal deles é um homem ideal e, sem querer, invocam Daryl Van Horne (Jack Nicholson), um ricaço misterioso e carismático que se muda para a localidade e se envolve com as três, satisfazendo os desejos delas, mas criando uma guerra dos sexos com consequências inesperadas.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Engraçado e altamente provocatório, é um ensaio sobre a capacidade sedutora do Mal.** Confesso que esperava algo diferente deste filme, mas não me senti insatisfeito com o que vi. É uma comédia interessante e muito provocatória, que traz para a tela grande parte do conteúdo de um romance que eu nunca vi ou li. O filme, todavia, funciona na base da provocação para o público, e vai lançando farpas bem direccionadas ao nosso conceito de Deus e Diabo, de Bem e de Mal, à nossa construção de valores morais, à maneira como encaramos a Mulher (ou como a mesma se encara a si própria). É um filme bom, mas que parece apostado em incomodar. O roteiro está ambientado numa cidade pequena onde todos se conhecem, e onde a chegada de um rico e excêntrico novo morador, que adquire uma mansão nas cercanias, é o motivo para grandes confusões: ele é estranhamente sedutor na sua maneira de ser e de falar, e consegue encantar três amigas que acabam por emparelhar com ele romanticamente, o que provocará o escândalo na comunidade, particularmente nos sectores mais religiosos. Todavia, à medida que o vão conhecendo melhor, elas começam a perceber que conseguem fazer acontecer o que realmente desejam, e vão começar a aprender a usar esses poderes. É com a chegada do novo morador que o filme começa a ficar interessante, após quase quinze minutos de preparação, introdução das personagens e criação de ambiente. Estranhamente, e apesar de ser óbvio quem são as bruxas, isso nunca é dito ou discutido de modo aberto entre as mesmas: elas nunca se assumem e quando falam dos seus poderes fazem-no quase sem de facto serem francas acerca disso. Para mim, isso funcionou mal porque é algo que não tem lógica, em especial num círculo de amigas íntimas bastante restrito, onde geralmente se poderia falar com mais abertura de qualquer assunto. Assim, o filme deixa a magia e bruxaria quase subentendido. Mais para o fim, insiste em algumas linhas de diálogo que são altamente provocatórias e fazem questionar muitas questões morais e éticas, chegando mesmo a questionar a lógica da criação divina ao deixar a pergunta se Deus criou a Mulher intencionalmente ou ela acabou sendo uma “falha de percurso” do Criador. Acredito que algumas questões incomodaram muito o público. Não há dúvida de que Jack Nicholson é o rosto mais marcante deste filme, com uma actuação de cunho quase ofensivamente sarcástico. Ele é ideal para a personagem, que combina bem um cinismo e malevolência com doses de charme que nos fazem gostar dela. Quanto às três bruxas, interpretadas por Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer, penso que são excelentes sozinhas e ainda melhores quando estão as três juntas. É bastante visível ao longo do filme a forma como as actrizes se entenderam e trabalharam bem juntas, e a qualidade da interpretação reflecte o esforço e o trabalho conjugado. Veronica Cartwright é, a meu ver, a actriz a quem compete dar ao filme um vilão mais regular, na medida em que a sua personagem, com tiques de fanatismo religioso evidente, é a grande adversária, tanto para o recém-chegado milionário quanto para as três jovens companheiras que se juntam a ele. Tecnicamente, o filme tem muitos valores a considerar, começando por uma cinematografia de muito bom gosto, com uma propensão para boas filmagens de grande ângulo e perspectivas de vista aérea. Boas cores e uma escolha criteriosa dos cenários e locais de filmagem (em particular a mansão, que é linda) ajudam o filme a ter uma estética e um visual verdadeiramente elegante. O filme tem ainda muitos efeitos especiais, visuais e sonoros convincentes, com personagens a voar e levitar, bolas de ténis que parecem ter vida própria, ventos ciclónicos que parecem atingir apenas uma personagem em meio a tudo o resto e aquele inesquecível vómito que parece tirado do filme *O Exorcista*. A música é usada com mestria, ajudando a criar ambiente, começando logo pelos ambientes idílicos e surreais da mansão, com árias de ópera e música clássica a serem habilmente conjugadas com uma banda sonora original mediana, mas que cumpre o seu papel.

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