A Pele Que Habito
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A Pele Que Habito

A Pele Que Habito

Loucura. Fúria. Paixão.

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

120 min

Status

Released

Lançamento

2011-08-17

Nota

7.5

Votos

4.574

Direção/Criação

Pedro Almodóvar

Orçamento

US$ 13.000.000

Receita

US$ 33.750.478

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Cirurgião plástico tem obsessão de recriar pele humana em laboratório desde que sua esposa sofreu graves queimaduras em um acidente de carro. Ajudado pela mulher que o criou, aprisiona em sua casa a vítima perfeita que servirá de cobaia para sua grande experiência.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O filme é bom: é tenso, é intenso, é chocante, é dramático, é envolvente… mas também é algo brutal e bastante ilógico se pensarmos nos detalhes.** Até onde me lembro, este foi o primeiro filme de Pedro Almodôvar que vi, e está dentro das minhas expectativas. Ouvi dizer que era um director bastante visual, que não se atemorizava de mostrar as coisas feias como elas são, com realismo e autenticidade, e que por vezes trazia-nos histórias complicadas, ambiciosas. Este filme é tudo isso. Sinceramente, mesmo não sendo um tipo de cinema que me agrada particularmente (e acho que não serei o único que, às vezes, se sente incomodado quando o realismo e a crueza são levados ao extremo), gostei do que vi. No entanto, há várias falhas, principalmente na história contada. Falarei disso mais adiante. Para fazer este filme, Almodôvar chamou um elenco muito competente de actores espanhóis, e é realmente necessário que reconheçamos que o cinema espanhol está a viver uma fase muito boa, com muita qualidade e pessoas muito talentosas. Apesar de estarmos habituado a vê-lo a fazer filmes americanos, Antonio Banderas é espanhol e é muito bom vê-lo aqui, a falar na sua língua materna. Ele sabe dar à personagem dele um ar sombriamente contido, frio, calculista e levemente psicótico. Elena Anaya também nos deixa um trabalho bastante satisfatório, mesmo considerando que não tem o material e o tempo para mais. Jan Cornet e Marisa Paredes, numa posição francamente secundária, dão um suporte adequado aos colegas. A nível técnico, o filme tem igualmente alguns pontos interessantes. Filmado maioritariamente na região galega, a uma curta distância de Portugal, não é um postal turístico, quase não somos capazes de reconhecer os locais (eu não reconheci). Mas isso é secundário! Os locais são bons e bem aproveitados, os cenários são muito bons (especialmente a sala de operações, com todo o aparato médico e um ar muito moderno) e a cinematografia é realmente notável. Editado de modo inteligente, tem um bom ritmo e o tempo passa sem que nos apercebamos disso. O roteiro é inspirado em material escrito, mas foi tão repisado pelo director que não tem muita ligação com a fonte original. É algo novo, ainda que consigamos perceber ou adivinhar de onde tirou a inspiração para alguns detalhes. Acompanhamos a saga de um cirurgião especializado em cirurgia plástica e reconstrutiva para criar uma pele sintética que possa aplicar em pessoas queimadas ou feridas. Claro, isso advém de um trauma – ele perdeu a esposa num carro em chamas, e mais recentemente perdeu uma filha, que se suicidou. O que se passa é que, a dada altura, ele começa a fazer experiências cada vez mais moralmente questionáveis, indo a ponto de raptar uma pessoa. Não quero falar demasiado, o filme tem muitas reviravoltas que tornam o roteiro mais complicado do que o normal, mas não estarei a ser honesto se não disser que há muitos detalhes e reviravoltas que não têm lógica nenhuma. Simplesmente não fazem sentido, a começar pela criação de pele sintética: a reconstrução de um rosto queimado é um problema médico ainda longe de ter solução, mas toda a gente sabe que a pele é um órgão humano que se regenera, nas condições e tempo certos. Pode é nunca ficar igual ao que era. E não consigo ver qual a ligação de tudo isto com qualquer hipotética mudança de sexo (não vou falar mais, vejam o filme… mas sabendo que é uma história muito grotesca, portanto tirem as crianças e os avós da sala).

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