
A Vida é Bela
Uma fábula inesquecível que prova que o amor, a família e a imaginação conquistam tudo.
Tipo
Filme
Ano
1997
Duração
116 min
Status
Released
Lançamento
1997-12-20
Nota
8.4
Votos
13.882
Direção/Criação
Roberto Benigni
Orçamento
US$ 20.000.000
Receita
US$ 230.098.753
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**Um dos mais belos filmes do cinema italiano recente.** Este filme é sobre os esforços de um italiano judeu, Guido, para lidar com o anti-semitismo e a perseguição dos judeus sem que o seu filho tenha consciência da realidade em que vivem. Dirigido e escrito por Roberto Benigni, que também desempenha o papel principal, conta ainda com a participação de Nicoletta Braschi e Giorgio Cantarini. Todos conhecemos a barbárie que foi o Holocausto. Este filme aborda esta questão e como os judeus italianos estavam envolvidos no processo e também sofreram. É preciso recordar que a Itália, que inicialmente entrou na guerra ao lado dos Alemães, depressa derrubou e matou Mussolini, momento a partir do qual o país passa a estar formalmente mediante ocupação de tropas alemãs, que de aliadas passam a invasoras. O roteiro é bom e aborda um tema sério de forma despretensiosa e elegante, usando uma forma de comédia inteligente e profundamente humana para tocar o público. Os personagens são comoventes, particularmente Guido e o seu filho. Benigni brilhou com uma performance ao mais alto nível. Nunca mais voltei a ver este artista chegar tão intensamente ao público. A banda sonora, assinada por Nicola Piovani, é excelente, talvez das melhores bandas sonoras da década e uma das melhores do cinema europeu. O filme recebeu três Óscars (Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Actor e Melhor Banda Sonora) e conquistou os críticos e o público, na Europa e nos Estados Unidos. É um filme emocionante, que mostra a necessidade humana de sobreviver às piores catástrofes e manter sempre acesa no coração a chama viva da esperança. Sem dúvida, um dos filmes mais bonitos e relevantes do cinema italiano.
Pedro Quintão
Life Is Beautiful é, sem exageros, um dos filmes mais comoventes que já vi, um dos raríssimos que conseguem deixar-me com os olhos cheios de lágrimas e um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Gosto da forma como se esforça por tocar-nos através de algo muito difícil de alcançar em diversos filmes: a empatia genuína por um leque de personagens com as quais rimos, choramos e sofremos com elas. O grande trunfo do filme está na forma como estrutura a sua narrativa: A primeira parte aposta fortemente na comédia, quase como se estivéssemos a ver uma história leve e repleta de momentos que se esforçam por ser hilariantes. Esse tom serve para nos aproximar das personagens, para criar laços e fazer-nos gostar delas. Quando o filme entra na sua segunda parte, muito mais dramática e dolorosa, o impacto emocional acaba por devastador e nos arrasar por completo. O elenco é absolutamente extraordinário. Roberto Benigni entrega um papel marcante, equilibrando humor, ternura e desespero em proteger aqueles que ama através do humor e da sua força de vontade. Também destaco Nicoletta Braschi que está igualmente magnífica, trazendo uma força emocional e maternal. São interpretações que marcam e que nos levam a querer descobrir mais sobre o percurso destes atores na sétima arte depois de o filme terminar. Quanto aos momentos mais comoventes, qualquer retrato dos campos de concentração é forte e impactante em qualquer filme. Mas Life Is Beautiful consegue tornar o tema ainda mais duro ao contar a história de um pai que faz tudo para que o seu filho não perceba a realidade horrível em que vivem. Esse amor fraternal aliado à inocência de uma criança num dos períodos mais negros da história da humanidade, é de partir o coração, tornando-se impossível ficarmos indiferentes. Para mim, é um filme incrível, marcante e emocionalmente forte. Uma belíssima história de amor familiar, de sacrifício e esperança. Para mim, é um dos melhores filmes que já vi na vida e um lembrete poderoso do que o cinema pode fazer quando decide tocar delicadamente na nossa alma.
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