Harry & Sally: Feitos um para o Outro
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Harry & Sally: Feitos um para o Outro

Harry & Sally: Feitos um para o Outro

Podem dois amigos dormir juntos e ainda se amar de manhã?

Tipo

Filme

Ano

1989

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

1989-07-12

Nota

7.4

Votos

4.531

Direção/Criação

Rob Reiner

Orçamento

US$ 16.000.000

Receita

US$ 92.823.546

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Harry e Sally vão morar em Nova York, se veem esporadicamente e constroem uma grande amizade ao longo dos anos. Mas, aos poucos, percebem com certo temor que estão apaixonados um pelo outro.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**A comédia romântica que ajudou a estabelecer o padrão das outras comédias românticas.** Não sou um apreciador de comédias românticas e não fiquei admirado por sentir que o filme não fez muito por mim, nem me interessou realmente. É, no entanto, uma história curiosa e agradável de ver, que não marcará a vida de ninguém em particular, mas que é adequada para casais e comemorações do Dia dos Namorados. Não penso que seja, como cheguei a ler, a melhor comédia romântica de sempre, mas reconheço que está certamente entre as mais populares e significativas para a evolução do género. O ponto mais forte do filme é a trama inteligente escrita por Nora Ephron, e que começa numa viagem de carro de Harry e Sally rumo a Nova Iorque. Eles são bastante diferentes e vão conversando pelo caminho, e interrogam-se se um homem e uma mulher poderão nutrir uma amizade sem qualquer interesse sexual ou amoroso oculto. Uma década mais tarde, resolvem aproximar-se e tentar estabelecer a amizade. É, sim, a história de um amor cozinhado em lume baixo e que não se parece nada com as tramas passionais da maioria dos outros filmes. Em cima disso, o roteiro cria boas situações de comédia ligeira, com uma boa dose de clichés e banalidades, e uma leve inspiração na obra cinematográfica de Woody Allen, tanto ao nível do humor seco, quanto ao nível visual. Rob Reiner, o director, fez um trabalho bastante elegante na forma como orientou todos os envolvidos, tirando o melhor de cada um deles. Elegante, mas não livre de falhas: por exemplo, eu não consigo compreender como é que ele não compreendeu que a trama, da forma que está, não iria sustentar uma longa-metragem. O filme arrasta-se penosamente, como um idoso num andarilho a caminho do banco para depositar a sua reforma, e vai-se salvando à custa de cenas cómicas pensadas para ocupar tempo e distrair o público. Fico triste, também, por o filme responder negativamente à questão sobre se um homem e uma mulher podem apenas ser amigos (é a conclusão geral que eu retiro): Eu mesmo tive, e ainda tenho, numerosas amigas do sexo feminino e não tive desejos de saltar para cama de cada uma delas. Não sou pervertido, tenho mais coisas em que pensar e não me sinto péssimo por dormir numa cama sozinho e ter cinquenta amigas na minha lista de telefone. O filme ajudou muito as carreiras de Meg Ryan e Billy Crystal, dois actores que hoje em dia desapareceram do olhar do grande público e que podem parecer um pouco “datados”. Ryan, actualmente mais focada na direcção e a gozar os louros de glórias passadas, surge neste filme no auge da sua vitalidade e beleza, e dá-nos uma personagem sensível, mas de inteligência aguçada e opiniões sólidas. Crystal migrou há uns anos para o pequeno ecrã, mas este filme ainda nos mostra o talento e presença do actor na fase áurea da sua carreira. Ambos contracenam muito bem, estabelecem uma boa química, aproveitam bem as situações e suportam o filme sem problemas. A cena famosa do falso orgasmo ficou na memória geral, e eu compreendo o porquê: naquela época, até a menção de tal coisa era um tabu difícil de vencer. Carrie Fisher e Bruno Kirby dão algum apoio bem-vindo para fingir que o filme tem mesmo mais personagens com conteúdo.

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