Da Magia à Sedução
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Da Magia à Sedução

Da Magia à Sedução

Para duas irmãs de uma família de bruxas, apaixonar-se é o feitiço mais complicado de todos.

Tipo

Filme

Ano

1998

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

1998-10-16

Nota

6.8

Votos

1.855

Direção/Criação

Griffin Dunne

Orçamento

US$ 75.000.000

Receita

US$ 94.400.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

As mulheres da família Owens tem poderes mágicos. Mas uma maldição as persegue há mais de duzentos anos: qualquer homem que se apaixona por uma delas, morre. Descendentes da bruxa que começou este feitiço, Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman) são duas irmãs que foram criadas por suas tias (Dianne Wiest e Stockard Channing). Já adultas, enquanto Sally se mostra bastante reservada, Gillian foge de casa para ter o primeiro de muitos namorados. Após algum tempo, Sally se casa e tem duas filhas, mas seu marido acaba morrendo atropelado. Até que chega o momento em que ela deve ajudar Gillian, que se envolveu com Jimmy Angelov (Goran Visnjic), um búlgaro agressivo que as ameaça. Sentindo que correm perigo, as duas o envenenam, mas, temendo as conseqüências de tal ato, Gillian convence Sally que o melhor é trazê-lo de volta a vida. Uma decisão que trará uma série de complicações com polícia e com seus próprios poderes.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Personagem mal desenvolvidos num filme inicialmente promissor.** Este filme de humor gira em torno dos amores de Sally e Gillian, duas jovens bruxas que são criadas pelas suas tias numa ilha. São infelizes no amor devido a uma cruel maldição. O filme é, supostamente, uma comédia romântica de fundo sobrenatural, mas o enredo interrompe quase todos os caminhos de desenvolvimento do romance, que acaba sendo muito frágil. Numa comédia romântica, o enredo deveria dar privilégio ao desenvolvimento de uma história de amor forte o suficiente para apoiar a trama... isso não acontece aqui. As duas personagens femininas querem um amor, mas a magia não deixa as personagens masculinas enfrentarem o desafio. Os homens, de facto, parecem totalmente secundários no enredo. Sandra Bullock e Nicole Kidman estiveram bem e deram às duas bruxas principais uma enorme força e personalidade. Elas foram bem apoiadas por Stockard Channing e Dianne Wiest, que interpretaram as duas tias. O problema são os rapazes: Goran Visnjic e Aidan Quinn nunca me pareceram bem no filme, talvez porque o roteiro não tenha ajudado o trabalho dos actores. É muito mau verificar isso.

Pedro Quintão

Há filmes de que nos lembramos durante anos e há outros que desaparecem da memória quase imediatamente, que foi o caso de Practical Magic. Na verdade, poucas horas depois de o terminar já me tinha esquecido da maior parte daquilo que tinha visto, e portanto, torna-se difícil escrever a minha opinião. O mais curioso é que o início até me deixou motivado, pois premissa é interessante, a estética transportou-me imediatamente para o final dos anos 90 e parecia que ia assistir a um daqueles filmes leves, mas envolventes. Infelizmente, isso nunca chega a concretizar-se. Practical Magic parece estar constantemente à procura da sua própria identidade. Ora quer ser uma comédia romântica, ora um drama familiar, ora um thriller sobrenatural, mas nunca se entrega verdadeiramente a nenhum desses estilos, acabando por parecer uma sucessão de ideias que nunca encontram um rumo harmonioso. Sandra Bullock e Nicole Kidman são, sem dúvida, os maiores trunfos do filme. Gosto bastante das duas atrizes e ambas têm carisma suficiente para manter o nosso interesse, mas nunca consegui acreditar que fossem irmãs, pois não há muita química entre elas e, por isso, a relação que deveria servir como um dos principais destaques da história nunca me convenceu totalmente. Tinha potencial para criar um universo muito mais rico, principalmente tendo em conta toda a mitologia em torno da família Owens, mas quase tudo permanece por uma visão superficial. Também senti falta de uma atmosfera mais forte. Esperava um filme mais misterioso, mas ao mesmo tempo até mais mágico. Há momentos em que parece querer seguir esse caminho, mas acaba sempre por recuar e optar pela solução mais segura e banal. Fiquei com a sensação de que Practical Magic tinha todos os ingredientes para ser um clássico dos anos 90, mas nunca soube o que fazer com eles. Não é um filme mau e até entretém, mas nunca consegue destacar-se em nada. É daqueles filmes dos quais nos esquecemos poucas horas depois de o vemos.

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