
Tipo
Filme
Ano
1990
Duração
103 min
Status
Released
Lançamento
1990-07-20
Nota
6.4
Votos
1.505
Direção/Criação
Frank Marshall
Orçamento
US$ 31.000.000
Receita
US$ 53.200.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Ross Jennings (Jeff Daniels) é um médico que, juntamente com sua família, vai morar em uma cidade do interior da Califórnia. Quando todos os seus pacientes começam a morrer misteriosamente, passa-se a suspeitar gradativamente que as mortes tenham sido provocadas por aranhas que existem em sua casa.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Apesar da fama e reputação, o filme não assusta, não consegue criar um ambiente tenso ou de ‘suspense’, tem uma história previsível e personagens pouco elaborados.** Apesar do estatuto ‘cult’ que este filme adquiriu com o passar dos anos, tenho de reconhecer que não me assustou. É um filme agradável, que aproveita um dos medos mais óbvios que existem nas pessoas, mas empola muito as coisas ao criar uma super-aranha mortal e determinada a matar pessoas, quase da mesma forma que aconteceu com os tubarões e o filme *Tubarão* que, é curioso verificar, também conta com Steven Spielberg na equipa técnica. Porém, é melhor deixar o aviso para quem realmente tem medo de aranhas: o filme pode assustar-vos, de facto. O roteiro começa com uma exploração científica na Venezuela, onde um famoso entomologista descobre a aranha assassina, que mata um dos membros da equipa e acaba por vir parar a solo americano, escondida no caixão dele. A partir daí, é fácil imaginar o que acontece neste filme, bastante previsível, cliché e de gosto discutível. O papel principal do filme (estou obviamente a falar dos humanos) cabe a Jeff Daniels, que vive um pacato médico que acaba de se mudar para o campo com a família. Claro, ele tem medo de aranhas, e vai ter de ajudar a caçá-las. O actor não parece a vontade com a personagem nem o material que lhe é dado. Em perfeito contraponto, Julian Sands e John Goodman parecem estar em excelente forma. Sands dá-nos um dos trabalhos mais populares da sua carreira, ao passo que Goodman, que tem uma aparição relativamente tardia e curta, parece estar a divertir-se e a gostar do que faz. O restante elenco faz o que precisa, quando precisa, mas não há deméritos a assinalar. O principal problema neste campo diz respeito ao material dado aos actores, e não propriamente ao trabalho deles: as personagens são muito pouco desenvolvidas e, na maioria, são absolutos clichés que já vimos noutros filmes. Um dos problemas que faz com que este filme não seja nada assustador é o ritmo exasperante e lento. Se o filme conseguisse trabalhar isso de maneira a ir construindo uma tensão cada vez mais latente, com uma sensação credível de ameaça, isso teria sido bom… mas o que acontece é exactamente o oposto: em nenhum momento do filme eu me senti tenso ou me importei com as personagens, e os espaçados momentos de humor ajudaram bastante a cortar a tensão para o nível zero. O final do filme, com uma espécie de “duelo ao pôr-do-sol” entre Daniels e a Aranha Rainha (que raio de comparação com as abelhas!), é absurdo, para dizer o mínimo. Tecnicamente, o filme conta com uma cinematografia bem executada, bons cenários e figurinos e uma série de boas filmagens de selva logo no início do filme. Obviamente, o alto orçamento da produção permitiu um investimento sólido em bons efeitos especiais e visuais, e isso pode ser visto ao longo do filme em várias cenas muito bem executadas. As aranhas usadas no filme são de duas espécies razoavelmente inofensivas para os humanos, apesar do aspecto temível, e foram as grandes estrelas mudas de toda a produção, a que se juntam duas ou três aranhas falsas, bonecos animatrónicos que são muito menos credíveis.
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