
Tipo
Filme
Ano
2007
Duração
102 min
Status
Released
Lançamento
2007-12-19
Nota
6.5
Votos
1.623
Direção/Criação
Mike Nichols
Orçamento
US$ 75.000.000
Receita
US$ 119.483.446
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Início dos anos 80. A União Soviética invade o Afeganistão, o que chama a atenção de políticos norte-americanos. Um deles é Charlie Wilson (Tom Hanks), um homem mulherengo e polêmico que não tem grande relevância política, apesar de ter sido eleito 6 vezes para o cargo. Com o apoio de Joanne Herring (Julia Roberts), uma das mulheres mais ricas do estado que o elege, e do agente da CIA Gust Avrakotos (Philip Seymour Hoffman), Wilson passa a negociar uma aliança entre paquistaneses, egípcios, israelenses e o governo norte-americano, de forma que os Estados Unidos financiem uma resistência que possa impedir o avanço soviético no local.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme interessante, em que a hipocrisia da política é explorada habilmente.** Este filme é difícil de avaliar. De início, parece uma espécie de sátira à política americana, onde um congressista americano, de modo totalmente improvável, vai ter um papel determinante no desenrolar de um dos mais importantes conflitos do fim do século XX: a invasão soviética do Afeganistão. De facto, o texano Charles Wilson é o congressista mais improvável para uma situação que tinha tanto de delicado quanto de arriscado para os EUA: no início do filme, vemos com ele se diverte com mulheres, álcool e drogas, e a forma como ele parece ser irresponsável, apenas mais um político a viver às custas dos contribuintes. No entanto, vai ser capaz de lidar com a situação no Afeganistão e de ser o homem certo para a tarefa, financiando através da CIA os guerrilheiros que contiveram os russos. Na vida real, ele serviu no Congresso entre 1973 e 1997, e a sua contribuição real para os acontecimentos relatados aqui é, no mínimo, discutível. No entanto, o filme soube aproveitar o livro biográfico de George Crile e fazer uma boa história em cima desse material, onde os americanos fazem o que têm de fazer, cuidam dos seus interesses, a despeito do que acontece no país dos outros. Sim, o caos e o drama humano dos afegãos é apenas um dano colateral e nada mais. Tom Hanks domina bastante bem o filme e é excelente no trabalho que tem pela frente. Não é o melhor filme dele, e eu penso que o actor está dentro de uma certa zona de conforto aqui, sem se desafiar muito a si mesmo, mas é um desempenho positivo. Julia Roberts também esteve bem, especialmente quando contracenou com Hanks. Ela não tem aparecido muito e parece ter tido algum azar no seu percurso, mas a participação neste filme foi uma escolha certeira da actriz. Seymour Hoffman teve um papel simpático neste filme, no papel de um espião veterano e sarcástico, que se torna adorável aos nossos olhos pela forma realista e dura como encara o que o rodeia. Apesar de ter ficado famoso com “Capote”, é neste filme que eu sinto que Hoffman realmente mostra o que vale. Tecnicamente, o filme é ótimo e tem bons valores de produção, mas não sobressai, deixa a história e o elenco destacarem-se. A cinematografia é boa e faz um uso interessante de uma série de antigas filmagens, e apesar de o filme nem sempre ser feliz em nos fazer sentir que esta história ocorre nos anos 80 (os cenários e figurinos por vezes parecem pouco datados), isso vai sendo ultrapassado pela menção recorrente a personagens e acontecimentos daquela época. A banda sonora é boa e faz o seu papel de modo discreto.
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