
O Monge
Tipo
Filme
Ano
2011
Duração
101 min
Status
Released
Lançamento
2011-07-12
Nota
5.4
Votos
121
Direção/Criação
Dominik Moll
Orçamento
US$ 11.000.000
Receita
US$ 1.809.527
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Ascensão e queda de um monge capuchinho na Madri do século XVII. Abandonado ainda bebê nas escadarias de um monastério e criado segundo a rígida ordem dos capuchinhos, Ambrósio se tornou o pregador mais famoso do país. Enquanto grandes multidões vêm de todo os cantos para ouvir seus sermões impressionantes, o sucesso dele é amargamente invejado por outros monges do monastério. Convencido de sua virtude e retidão, o irmão Ambrósio acredita ser imune à tentação... Até que eventos misteriosos começam a aterrorizar o monastério. Poderiam eles estar ligados à inesperada chegada de Valério, um monge aprendiz que tem o dom milagroso de curar as intensas dores de cabeça de Ambrósio e que esconde sua face desfigurada atrás de uma máscara de cera?
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um bom filme, com toques góticos agradáveis, apesar de ser cansativo, lento, excessivamente escuro e pouco fiel ao livro original.** Vi este filme muito recentemente e fiquei bem impressionado. O filme é um remake de uma obra mais antiga, datada de 1972, sendo que ambas são inspiradas num romance histórico mais antigo, com o mesmo nome, publicado em 1796 por Matthew Gregory Lewis, dramaturgo inglês, talvez ainda inspirado pelos vapores de republicanismo e anticlericalismo fanático que vinham da vizinha França Revolucionária. Este filme decorre nos primeiros anos do século XVII, na Espanha dos ultra católicos reis Filipes. Um bebé, abandonado à porta de um convento capuchinho, torna-se no prestigiado pregador Frei Ambrósio, que arrasta multidões com os seus sermões e prédicas. Porém, as coisas mudam após a chegada de Valério, um monge novo cujas queimaduras obrigam a manter sempre o rosto tapado. Com o passar do tempo, iremos descobrir que este novo monge não é o que parece. A trama é agradável e tem um toque gótico, ainda que não decorra no período medieval, mas já em plena época da Contra-Reforma. Para mim, como historiador, o filme tem imaginação a mais e há detalhes muito fantasiosos, como a história da freira grávida e deixada para morrer. O livro original não é tão macabro, e dá a esta personagem uma trama melhor, mais interessante e apelativa, tornando a freira Inês numa das heroínas da história original. E se é verdade que eu apreciei bastante o ambiente denso e a atmosfera agradavelmente tenebrosa, também não deixa de ser verdade que o filme é muito parado. Sendo uma produção francesa, o elenco é esmagadoramente francófono e faz um desempenho contido, elegante, mas mais profundo do que realmente dramático. Gostei do trabalho feito pelas actrizes Joséphine Japy e Déborah François, sendo que esta última é sedutora sem precisar realmente mostrar muito do seu corpo. Geraldine Chaplin também me pareceu estar bem no seu curto papel. Roxane Duran e Frédéric Noaille tiveram ambos muito pouco tempo para mostrar o seu valor. Em última análise, o filme acaba por ser, quase, um filme de um actor só: o prestigiado e competente Vincent Cassel sustenta o filme e dá-nos um trabalho maduro, bem conseguido e consistentemente intenso. A tornar o ambiente soturno ainda mais denso, a cinematografia não nos dá muito espaço para ver além dos poucos pontos de luz existentes em cena. Entendo que o director, Dominik Moll, o desejasse, e visse nesta cinematografia, assinada por Patrick Blossier, uma marca de estilo, mas para mim foi algo problemático e cansativo. Sem qualquer exagero, há cenas imersas em breu, apenas com o rosto do actor ou actriz, parcialmente visível a uma luz muito escassa. A par com esta escuridão excessiva, o ritmo do filme é exasperantemente lento: uma idosa de 90 anos num andarilho caminha mais depressa. A música, assinada por Alberto Iglesias, é boa e faz muito bem o seu trabalho.
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