Elysium
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Elysium

Elysium

Sem probreza, sem guerra, sem doença... Mas tudo vai mudar.

Tipo

Filme

Ano

2013

Duração

109 min

Status

Released

Lançamento

2013-08-07

Nota

6.5

Votos

9.489

Direção/Criação

Neill Blomkamp

Orçamento

US$ 115.000.000

Receita

US$ 286.140.700

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência. Por um lado, a secretária do governo Rhodes faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, por outro, um pobre cidadão da Terra tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Muito dinheiro, bom CGI e efeitos, bons actores, mas um roteiro simplista e falta de emoção são realmente um problema.** O problema dos filmes que são demasiado assentes em crítica social é que acabam, quase sempre, por retractar a sociedade de uma forma simplista: de um lado, os pobres e marginalizados, do outro os ricos e poderosos. Não há meios termos. Nesse tipo de filmes, geralmente, os ricos são crueis e egocêntricos, são a classe dominante e pouco lhes importam os pobres. Da mesma forma, os pobres acabam por tentar organizar-se e tirar aos ricos o seu poder e dinheiro, em nome de uma sociedade mais justa. Karl Marx aprovaria estes filmes. De facto, as coisas nunca são assim tão simples, e a sociedade, por pior que ela seja, é geralmente bastante mais heterogénea do que o retracto feito por este filme. Mesmo assim, há momentos em que a crítica se aproxima brutalmente da realidade. Por exemplo, quando os canhões e armas da estação espacial Elysium destroem as naves com as pessoas que querem chegar até ela. Nesse momento, para mim, foi difícil não pensar nos navios carregados de imigrantes ilegais que, todos os meses, cruzam o Mediterrãneo nas piores condições, em busca de um Eldorado que eles julgam existir na Europa. Apesar da simplicidade pouco apelativa do enredo, o filme compensa com bons actores a fazer um trabalho relativamente satisfatório. Matt Damon, apesar de não ser um dos meus actores favoritos, é bastante bom no papel dele. Sharlto Copley é um vilão convincente e rude, Alice Braga e Wagner Moura, dois bons actores brasileiros, não desiludem mas tenho dúvidas acerca da sua capacidade para acompanhar os colegas norte-americanos, que têm toda uma escola dramática diferente. Seja como for, eles não desiludem e honram os créditos da dramaturgia brasileira. O pior deste filme, no que diz respeito ao elenco, foi a performance artificial de Jodie Foster. O filme tem bons efeitos especiais, o estado da arte num filme de grande orçamento como este. Porém, o ritmo é bastante desigual e desiquilibrado. Mas pior que isso é a sensação de estarmos a ver um filme frio, sem capacidade de nos ligar emocionalmente à história ou às personagens. Vale a pena ver mas não é aquele tipo de filme que fique na memória e nos faça gastar o nosso dinheiro nele.

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