Alguém Tem Que Ceder
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Alguém Tem Que Ceder

Alguém Tem Que Ceder

Depois de uma vida inteira mudando de garota, o solteiro definitivo está prestes a encontrar algo novo.

Tipo

Filme

Ano

2003

Duração

128 min

Status

Released

Lançamento

2003-12-12

Nota

6.6

Votos

1.738

Direção/Criação

Nancy Meyers

Orçamento

US$ 80.000.000

Receita

US$ 270.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Quando Harry Sanborn, um homem já envelhecido. e sua jovem namorada Marin chegam à casa de sua família de praia nos Hamptons, eles descobrem que a mãe dela, a dramaturga Erica Barry, também pretende ficar para o fim de semana. Erica se escandaliza com o relacionamento e o machismo de Harry. Porém quando Harry tem um ataque cardíaco e um médico prescreve repouso na casa de Barry, ele se apaixona por Erica.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O amor não escolhe idades.** Para mim, esta é uma das comédias românticas mais paradigmáticas e sólidas da década de 2000, e a única que conheço que apresenta uma relação entre pessoas mais maduras (de facto, a maioria destes filmes tem por protagonistas actores jovens). Realmente, se o amor não tem uma idade própria para acontecer, este filme tinha de existir. O roteiro é absolutamente delicioso, inteligente e muito bem concebido: Harry é um sujeito bem-sucedido e endinheirado que tem uma queda por mulheres jovens e bonitas, mas que evita relacionamentos duradouros, com um compromisso demasiado sério. Mulherengo, levemente misógino e aventureiro, ele acabará por conhecer Erica, a mãe da sua mais recente conquista. Erica é uma divorciada que vive boa parte do tempo em casa, onde se dedica à escrita, tendo publicado vários romances de sucesso. Com o passar do tempo, os dois irão vencer as primeiras impressões desfavoráveis e apaixonar-se um pelo outro. Como acontece em muitos filmes deste género, o segredo do sucesso do filme é invariavelmente a alta qualidade dos protagonistas. Jack Nicholson já foi, quando mais jovem, considerado como um galã, e ele consegue aproveitar muito bem o charme e carisma que possui para dar vida a uma personagem que precisa ser marcante sem ser chamativa. Diane Keaton, por sua vez, sabe dar à sua personagem uma dose de elegância e leveza que não dispensa ou obnubila a fortaleza e solitária maturidade que a personagem dela tem de ostentar. Amanda Peet também faz uma boa aparição e colabora francamente bem com os dois actores principais. Com uma excelente história e um elenco luxuoso, o filme dispensa artifícios técnicos para ter a nossa atenção. A cinematografia discreta faz o seu trabalho sem deméritos, aliada a figurinos e cenários cheios de bom gosto, uma escolha criteriosa e atenta dos locais de filmagem e uma banda sonora inteligente e bem seleccionada. O bom trabalho de edição ajuda o filme a tornar-se mais leve, na medida em que lhe imprime um ritmo agradável e evita perder tempo com coisas que não interessam.

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