
Tipo
Filme
Ano
2020
Duração
93 min
Status
Released
Lançamento
2020-10-23
Nota
5.0
Votos
155
Direção/Criação
Kurt Wimmer
Orçamento
US$ 800.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma menina psicopata de 12 anos, em uma cidade pequena no Nebraska, recruta todas as outras crianças e começa um tumulto sangrento, matando os adultos corruptos e qualquer outra pessoa que se oponha a ela. Uma adolescente inteligente que não concorda com o plano é a única chance de sobrevivência da cidade.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Muito longe de ser um bom filme, mas pensei que seria muito pior.** Vi este filme recentemente e fiquei pouco impressionado. Já vi muitas adaptações de contos de Stephen King para cinema, e este filme não se encontra entre as melhores. Todavia, também não me pareceu assim tão mau como muitos dizem. Tem algumas qualidades redentoras que se devem ter em conta. Talvez isso tenha contribuído para se transformar num filme com alguma notoriedade, mesmo depois de diversas sequelas desastrosas. O filme é baseado num conto pequeno de King acerca de uma pequena cidade rural, onde tudo gira em torno do cultivo de milho. Um dia, em 1980, inspirados pela pregação inflamada de um adolescente recém-chegado à cidade chamado Isaac, as crianças locais unem-se e massacram os adultos, os seus pais e familiares, de modo a agradar a uma divindade maléfica e diabólica que eles chamam “Aquele que Anda Atrás das Fileiras”. E a partir daí, a cidade morre, e morrem também aqueles que chegam até lá. Era o que aconteceria a um casal jovem que se perde e encontra a cidade por casualidade, mas eles vão ter a ajuda de duas crianças da cidade, descontentes com o rumo da situação. Bem, não sei se vale realmente a pena dizer que a lógica não é o ponto forte do filme. Não faz sentido que uma cidade, por pequena que seja, sofra uma calamidade destas e isso não seja notícia de primeira página, com uma invasão de polícias armados até aos dentes para darem caça à seita. O melhor é aceitar o filme como ele é e não pensar muito acerca da história ou tudo se desmoronará. Uma das coisas que mais me agradou é a maneira como o filme começa: pela voz de uma das crianças, assistimos ao horror do massacre, com requintes de crueldade. É uma das cenas mais marcantes do filme e introduz muito bem o que se vai seguir. O filme é eficaz na tarefa de criar uma atmosfera de tensão e ‘suspense’ envolvente, mas estraga-a à medida que se avança e o filme se torna mais exagerado. O final é histriónico e desinteressante. O filme conta com um elenco que podemos dividir em adultos e crianças. O desempenho geral é mediano, mas não há nenhum actor que verdadeiramente brilhe ou se destaque pelo seu bom trabalho. Isso deve-se largamente à má direcção de Fritz Kiersch e ao facto de as personagens serem básicas, sem qualquer desenvolvimento. A maioria das crianças não teve muito que fazer. John Franklin é seboso e escorregadio, mas nunca verdadeiramente ameaçador, Courtney Gains é mais eficaz nessa tarefa; Robby Kiger e Anne Marie McEvoy são doces, agradáveis e é fácil gostar deles; Jonas Marlowe e Julie Maddalena não fazem mais do que o imprescindível. No que toca aos adultos, Linda Hamilton rouba os holofotes sempre que aparece e percebe-se a razão: é bonita e convincente no papel da dama em perigo, mas não faz mais nada além de estar em perigo, parecer assustada e fugir. R. G. Armstrong fez um bom trabalho numa personagem que surge brevemente, e dá-nos talvez a coisa mais parecida com uma interpretação dramática bem feita. Peter Horton não me convenceu e tem cenas que são absolutamente inconcebíveis. Tecnicamente é um filme bastante pobre, e não deverá seguramente ser por culpa da época em que foi feito. Já existiam recursos e efeitos especiais melhores do que aqueles que aqui foram utilizados. Realmente, o filme tem efeitos especiais horríveis, sendo que o melhor e mais criativo foi aquele monte de terra que corre de um lado para o outro e que, supostamente, é a criatura maléfica que vive no milho e as crianças deificaram. Há pouco sangue no filme (em certas cenas deveria haver mais, para se tornar mais credível) e as mortes não são gráficas, mas chocam mais pelo que se subentende do que por aquilo que é realmente visto.
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