
Tipo
Filme
Ano
2025
Duração
118 min
Status
Released
Lançamento
2025-10-23
Nota
7.4
Votos
1.734
Direção/Criação
Γιώργος Λάνθιμος
Orçamento
US$ 50.000.000
Receita
US$ 40.796.580
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Dois jovens obcecados por teorias da conspiração sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena com a intenção de destruir o planeta Terra.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Pedro Quintão
“Bugonia” é daqueles filmes que confirmam que Yorgos Lanthimos continua a ser um realizador com uma assinatura própria, mas nem sempre isso é suficiente para manter-nos agarrados do início ao fim. Depois do delírio visual e emocional de Poor Things, foi inevitável não criar altas expectativas. Aqui, Lanthimos volta a explorar o absurdo e o humor negro, mas a sua excentricidade surge mais contida, como se o filme oscilasse entre a sátira e o tédio. Creio que menos 20 minutos, teriam beneficiado o filme e impedido que eu adormecesse durante 5 minutos. Há um comentário interessante sobre o fanatismo e a forma como certas comunidades online impõem as suas crenças e conspirações. O realizador parece apontar o dedo à estupidez coletiva, mas a meio, o ritmo arrasta-se. Há boas ideias, boas performances, Emma Stone, Jesse Plemons e Aidan Delbis sustentam a trama, mas o filme perde-se um pouco na sua própria estranheza. É como se Yorgo Lanthimos tivesse uma visão muito clara sobre o que quer dizer, mas não sobre como manter o espectador desperto até lá. Nos momentos finais, quando a narrativa finalmente se solta e o tom absurdo volta a ganhar a forma que desejavamos, sentimos o filme a respirar, a libertar-se… e, ironicamente, é aí que termina. Fica a sensação de que Bugonia tinha tudo para ser uma obra provocadora e memorável, mas ficou a meio caminho. Não é um desastre, longe disso, mas também não é uma daquelas experiências que ficam gravadas na nossa cabeça depois dos créditos. Entre o desconforto e a apatia, Bugonia entretém, mas não fascina.
victor damião
Bugonia é um filme instigante justamente por brincar com a percepção do espectador: começa parecendo uma sátira conspiratória excêntrica, quase absurda, e aos poucos revela camadas mais inquietantes sobre paranoia, poder, alienação e desequilíbrio ecológico, até chegar a uma conclusão que reorganiza o sentido de tudo o que veio antes. Essa virada de chave, em que o filme parece ser uma coisa e depois se torna outra, é uma de suas maiores forças, porque impede uma leitura simplista e transforma o delírio inicial em algo mais simbólico e perturbador. Ao mesmo tempo em que expõe o ridículo e o perigo das fantasias conspiratórias, o longa também sugere que elas nascem num mundo já corroído por estruturas desumanizadas, especialmente no campo corporativo e ambiental, o que dá à narrativa uma ambiguidade muito rica. O próprio título, ligado ao mito da geração de abelhas a partir da decomposição, reforça essa ideia de ruína, transformação e possível regeneração. Não é um filme fácil nem totalmente redondo, mas é original, provocador e inteligente o bastante para permanecer na cabeça depois dos créditos, um sólido 8/10. Assisti na Claro TV+ você também pode comprar ou alugar ele na Prime Video.
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