Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
Voltar
Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança

Ele cavalga novamente.

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

2011-12-10

Nota

5.0

Votos

4.023

Direção/Criação

Mark Neveldine

Orçamento

US$ 57.000.000

Receita

US$ 132.563.930

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Depois de um período recluso na Europa, Johnny Blaze embarca em uma nova missão para se livrar da maldição de ser um motoqueiro fantasma. Desta vez, ele precisa impedir que o próprio demônio encarnado sequestre um garoto de dez anos que pode ser a única esperança da humanidade contra as trevas.

Anterior5.0PróximoSite oficial

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**É melhor esquecer este filme.** Como já disse anteriormente, na resenha que escrevi para o filme “Ghost Rider”, não sou um fã nem sequer um perito em banda desenhada, pelo que vou ignorar o material de origem e focar-me no filme. Não sou a pessoa indicada para dizer se é ou não uma adaptação fidedigna. Porém, posso desde já dizer que é um mau filme. Com todas as suas fraquezas, o primeiro filme era uma obra de arte quando comparado a esta peça infeliz. O maior problema deste filme é ser uma sequela pensada para obter dinheiro. Os produtores e os estúdios nem se deram ao trabalho de tentar disfarçar a ganância, e esfregaram as mãos com a boa bilheteira obtida. Mal recebido pela crítica, alvo de inúmeras críticas do público, mas um relativo sucesso de bilheteira, o filme inicial abriu o caminho para esta sequela, o que não seria totalmente mau se fosse boa. Infelizmente, quase toda a produção e elenco do primeiro filme (com excepção de Nicolas Cage) está ausente deste projecto, que adopta uma linguagem visual e dramática totalmente diferente do filme anterior e corta, assim, com qualquer hipotética continuidade. O roteiro é medíocre e assenta numa luta entre Johnny Blaze, o Motoqueiro, e forças maléficas especialmente poderosas que querem raptar uma criança, supostamente filha do Diabo e chave para o Armagedão. Simples, extremamente cliché, muito mal elaborado e mal desenvolvido, é um roteiro digno de um filme B dos anos 70. Todo o ambiente denso e algo sinistro que vimos no filme inicial está totalmente ausente, tendo sido substituído por uma coisa “hard rock” mais ligeira e eventualmente pensada para jovens adultos e adolescentes aspirantes a roqueiros. O ritmo rápido com que tudo acontece favorece as falhas de lógica, que surgem no roteiro com a magnificência de palácios barrocos, sendo impossível ignorá-los: o caso dos monges, com vestes medievais e cavernas convivendo com engenhos high tech, armamento que bastaria à Ucrânia por um ano e vinho capaz de embriagar metade das tropas russas, é um dos mais flagrantes. Já prefiro não falar da habilidade para decompor objectos e alimentos que uma das personagens vai adquirir no final, e que parecem funcionar só quando é conveniente para o filme. Nicolas Cage continua presente no filme, mas é o único do elenco anterior a fazê-lo, posto que todos os outros, com destaque para Eva Mendes e Peter Fonda, desistiram do projecto ao lerem o roteiro. Decisão inteligente. Cage, se não esteve brilhante no primeiro filme, está medíocre na sequela, com uma interpretação unidimensional, apática e sonolenta. Ciarán Hinds está bem e faz um trabalho de grande qualidade e muito digno, mas não tem muito para fazer, enquanto Violante Placido e Idris Elba, apesar dos esforços e de alguns momentos de destaque, não fazem mais do que um esforço mediano. Tecnicamente, o filme aposta massivamente no CGI de grande efeito visual e dramático, com as chamas e todo o aparato em redor do Motoqueiro a atingir níveis hiperbólicos. As cenas naquela mina são, talvez, o exemplo mais evidente e óbvio daquilo que digo: balas suficientes para uma batalha militar, estragos, fogo por toda a parte, aquela máquina enorme… tudo levado ao extremo para maior grandeza visual e maior espectacularidade. Funcionou às vezes, não se pode negar, mas muitas vezes parece algo tirado de um jogo de computador. Ambientado numa área do centro europeu, o filme foi parcialmente filmado na Roménia e aproveita razoavelmente a beleza dos locais escolhidos. Os cenários e figurinos são decentes, tendo em conta o roteiro e a localização, e a banda sonora é pesada, cansativa e desinteressante. Pior, porém, são os efeitos de som utilizados, porque são muitas vezes claramente falsos.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.