Feios
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Em um mundo de extrema beleza, qualquer pessoa normal é feia.

Tipo

Filme

Ano

2024

Duração

102 min

Status

Released

Lançamento

2024-09-12

Nota

5.7

Votos

911

Direção/Criação

McG

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em um futuro distópico que impõe rígidos padrões de beleza, uma adolescente aguardando sua cirurgia plástica obrigatória sai em busca da amiga desaparecida.

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Reviews

Total: 2

Pedro Quintão

Uglies, da Netflix é a prova de como os filmes distópicos para adolescentes se tornaram algo do passado. Parece que o realizador McG colocou sagas como Divergent, Hunger Games, Maze Runner e até mesmo Twilight todas juntas numa liquidificadora e o resultado final foi um batido muito feio e com cheiro a bosta, pois Uglies junta todos os clichés e falhas desses filmes num só, adicionando pitadas de péssimo CGI e momentos cringe para o resultado ser ainda pior. Desde o início, as minhas expectativas eram baixas, mas Uglies superou essa barreira com facilidade, tornando-se uma experiência ainda mais penosa do que imaginei. A história, centrada numa sociedade distópica onde todos são submetidos a uma transformação física aos 16 anos para alcançar a “perfeição”, não é parva. Aliás, não sei se foi propositado, mas todas as personagens consideradas “bonitas” são feias, bizarras ou assustadoras a valer. O maior problema é que o conceito não passa de uma ideia mal amanhada, que nunca se desenvolve de forma coesa. Tudo é demasiado raso, com diálogos que são dignos de fazer qualquer espectador revirar os olhos de constrangimento. Tenho a certeza que existem filmes para adultos com diálogos mais elaborados. Joey King tenta desesperadamente trazer alguma profundidade à personagem, mas falha miseravelmente. É uma tentativa de ser uma nova Katniss Everdeen ou uma Tris Prior, mas acaba por se revelar numa versão da Temu dessas personagens (mas uma versão com péssimas avaliações), pois parece desconectada da narrativa, com uma expressão tão vazia constante. A narrativa podia ser explorada como uma crítica à obsessão pela aparência e aos padrões de beleza impostos pela sociedade, mas afunda-se numa história absurdamente previsível e superficial. Não há espaço para reflexão ou profundidade, e o que se poderia tornar um comentário social relevante acaba por ser mais uma desculpa para um enredo recheado de cenas de ação sem sentido, romance sem química e de tentativas de reviravoltas mal construídas. Se há algo que salva Uglies de ser um dos piores filmes de sempre, é o facto de, ocasionalmente, ser tão ridículo que se torna involuntariamente engraçado. Em certos momentos, consegue entreter simplesmente por ser um completo desastre de estupidez. Além disso, não posso deixar de dar ênfase no final. Um desfecho que, além de ridículo e sem qualquer coerência, deixa uma sensação de frustração ainda maior do que todas as outras cenas do filme. Parece que os argumentistas nem se deram ao trabalho de fechar a história de forma satisfatória, optando por uma conclusão apressada a puxar por uma sequela, que só aumentou a minha raiva por ter perdido tempo a ver este filme. Em suma, Uglies é uma das piores produções que vi este ano, se não mesmo dos últimos tempos. É um filme que se esforça para ser mau, e consegue sê-lo com distinção. Não há qualquer mensagem relevante, as personagens são vazias e a história é um mix de ideias cansadas. Evitar perderem tempo com isto é, sem dúvida, o melhor conselho que posso dar.

Landwolff

Deveria aparecer a Tris e o Four já que estão no mesmo cenário (Divergente: Convergente)!

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