O Exorcista do Papa
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O Exorcista do Papa

O Exorcista do Papa

Inspirado nos arquivos reais do Padre Gabriele Amorth, Exorcista Chefe do Vaticano.

Tipo

Filme

Ano

2023

Duração

103 min

Status

Released

Lançamento

2023-04-05

Nota

6.9

Votos

3.103

Direção/Criação

Julius Avery

Orçamento

US$ 18.000.000

Receita

US$ 76.987.621

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O padre Gabriele Amorth, exorcista do Vaticano, luta contra Satanás e demônios possuidores de inocentes. Um retrato detalhado de um padre que realizou mais de 100 mil exorcismos em sua vida.

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Reviews

Total: 2

Alexandria Secular

O Exorcista do Papa é um longa de terror dirigido por Julius Avery, o filme é baseado na vida de Gabriele Amorth, um padre que se tornou o exorcista chefe do Vaticano, tendo realizado aproximadamente, 100 mil desobsessões. O filme é protagonizado por Russell Crowe e conta a história de Amorth enquanto investiga a possessão de um jovem garoto que acaba revelando uma conspiração centenária que o Vaticano tentou manter escondida desesperadamente. O filme começa mostrando o padre Gabriele tirando o demônio de um jovem rapaz e colocando-o no corpo de um porco, que logo é morto com um tiro na cabeça. Gabriele, já consagrado chefe de exorcismos, é chamado para ajudar uma família no interior da Espanha. Lá, ele conhece Julia (Alex Essoe), a matriarca, e seus dois filhos: Amy, uma adolescente rebelde vivida por Laurel Marsden (Ms. Marvel); e Henry (Peter DeSouza-Feighoney), um garoto de aproximadamente oito anos completamente possuído por uma entidade poderosa. Enquanto acompanhamos o padre Gabriele lutando para descobrir o nome do demônio e, enfim, derrotá-lo, descobrimos, com ele, uma conspiração da Igreja Católica para esconder os terrores da Santa Inquisição, acontecidos entre os séculos XII e XVIII. Assim, logo descobrimos que o demônio se chama Asmodeus e se alimenta da alma dos religiosos para conseguir se infiltrar na Igreja e destruí-la. Agora, ainda mais fortalecido, ele quer entrar no corpo de Gabriele para chegar até o Papa. A estratégia de usar os segredos sombrios do catolicismo como argumento da trama foi um acerto e tanto dos roteiristas Michael Petroni e Evan Spiliotopoulos. Porém, o filme tem diversos problemas que vão de efeitos visuais horríveis à piadas sem graça que apenas servem para quebrar completamente a seriedade que esse tipo de filme deveria ter. Os efeitos visuais são extremamente ruins, em comparação com “O Exorcista” de 1973 “O Exorcista do Papa 2023” parece um passeio no parque em um domingo a tarde, é serio! O filme não dá medo em momento algum, o drama da família nem chega perto do que Ellen Burstyn teve que passar com a Regan no longa de 73, as cenas onde “Henry” já possuído atormenta a sua família são completamente genéricas e sem grança, e servem apenas para prolongar mais a trama do que de fato assustar o público. Por fim, 50 anos após o seu lançamento “O Exorcista” de 1973 ainda é o filme supremo quando o assunto são filmes de possessão demoníaca, gosto muito do Russell Crowe pois ele é um grande ator, mais nem boleto atrasado explica a sua participação em um filme tão ruim quanto esse, para minha surpresa enquanto escrevia essa resenha e pesquisava sobre o filme na internet descobre que o filme vai ganhar uma continuação por incrível que pareça, espero que sua continuação se leve mais a serio e aposte mais em efeitos práticos do que em CGI barato e piadas sem graça.

Filipe Manuel Neto

**Com valor de entretenimento, é um filme que cumpre o que promete, mas não fica na memória.** Que dizer sobre os filmes com exorcismos? Apesar de partirem de premissas variadas, todos acabam da mesma forma: um espectáculo de CGI onde o demónio parece ter poder quase ilimitado e o ritual católico é transformado num espectáculo de luz e cor. Há filmes que o fizeram tão bem que marcaram gerações, como “The Exorcist”. Outros, como “The Conjuring” fazem tudo o que é preciso para intimidar, mas não chegam a inspirar medo. Alguns são passáveis, outros suportáveis, outros engraçados. Mas não me recordo de um que mostre o verdadeiro ritual. O ritual de exorcismo não é como o retractam. Qualquer pessoa pode estudá-lo, está na Internet, e é “apenas” uma cerimónia religiosa feita por um sacerdote, diante de testemunhas, para libertar uma pessoa segundo o poder e a autoridade de Jesus Cristo, dada por Ele à Sua Igreja. Este filme, claro, é tudo menos isso. O padre Gabriele Amorth foi um dos mais famosos sacerdotes exorcistas de sempre, e foi uma das figuras mais controversas da Igreja. Ao longo de uma carreira onde alega ter tido de fazer mais de cem mil sessões de exorcismo (o que não significa que tenha libertado cem mil pessoas da influência do maligno, pois uma só pessoa pode requerer um número variado de sessões), Amorth defendeu a veneração de Maria, a ideia de que Satanás está em guerra contra a Igreja Católica e o clero, o absoluto malefício das práticas mágicas ou divinatórias e até a influência diabólica sobre vários bispos que conheceu. Eu não sou um teólogo, mas, como católico, acredito que existe uma guerra entre o Bem e o Mal e que a Igreja, e cada pessoa, é desafiada a tomar um lado: nunca na história do Homem os valores morais foram alvo de tanta contestação, nunca o mundo que nos rodeia foi tão abertamente permeável ao hedonismo. Perante uma igreja que convida ao perdão e ao arrependimento do que fazemos de mal, a sociedade pergunta quem foi que disse que esse mal é o Mal e insiste na sua prática, defendendo um culto do excesso e o prazer como objectivo de vida. Sim, há uma batalha em curso e Satanás já obteve uma vitória ao fazer meio-mundo acreditar que ele não existe verdadeiramente. Ele existe, e anda no mundo como um leão feroz e furioso. Só não o vê quem for néscio, cego ou arrogante. O director Julius Avery conseguiu dar-nos um filme que faz o que promete: intimidar o público e deixá-lo desconfortável. Assusta? Sinceramente, a mim não. No entanto, não o vou condenar por isso. O filme tem valor suficiente para se assumir como uma boa peça de entretenimento, com excelentes cenários e figurinos (gostei especialmente do cenário exterior do mosteiro e das cenas em Roma, com a Lambreta), efeitos visuais e CGI muito bons e uma banda sonora eficaz, a que se soma uma história ficcional, mas intrigante, um bom desenvolvimento das personagens centrais e um desempenho louvável do elenco, e em especial de Russell Crowe, que se mostrou totalmente à altura do desafio. De entre os demais actores, eu gostaria de destacar, pela positiva, as contribuições de Franco Nero e de Alex Essoe. Há, no entanto, aspectos que parecem subdesenvolvidos ou dispensáveis, como aquela subtrama envolvendo um inquérito ao padre Amorth, e que me parece estar no filme apenas para mostrar ao público quão polémico ele chegou a ser na realidade.

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