Órfã 2: A Origem
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Órfã 2: A Origem

Órfã 2: A Origem

Sempre ouve algo errado com Esther.

Tipo

Filme

Ano

2022

Duração

99 min

Status

Released

Lançamento

2022-07-27

Nota

6.6

Votos

2.276

Direção/Criação

William Brent Bell

Orçamento

US$ 10.000.000

Receita

US$ 9.572.765

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Lena Klammer orquestra uma fuga brilhante de uma unidade psiquiátrica russa e viaja para os Estados Unidos, representando a filha desaparecida de uma família rica. Mas a nova vida de Lena como "Esther" vem com uma ruga inesperada e a coloca contra uma mãe que protegerá sua família a qualquer custo.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Foi um erro esperar treze anos para fazer este filme.** Gostei bastante do filme “Orphan” e fiquei bastante curioso com esta prequela. Acontece que o filme original é de 2009 e foi dirigido por Jaume Collet-Serra, um habilidoso director especialista em filmes de terror e ‘suspense’, e este filme, ainda que tenha o mérito de conservar a actriz principal e os dois argumentistas originais, foi lançado mais de uma década depois e é dirigido por William Brent Bell, director que me parece menos talentoso do que o seu colega catalão. Enfim, já se sabe que não há filmes iguais e que expectativas são sempre um aspecto que dificulta o modo como aceitamos um filme, mas a verdade é que senti uma queda na qualidade. Acho que podemos dar esta franquia como terminada. A equipa de argumentistas manteve uma elegante coerência e ofereceu-nos uma história que, no geral e dispensando os detalhes mais picuinhas, concorda com o que já vimos no primeiro filme. Não senti grandes incongruências nesse aspecto. No entanto, desfeito que está o mistério em torno daquela “órfã”, o filme não nos pode oferecer muito mais. O que sustentava o filme anterior era, precisamente, o mistério que se desvenda no final, esta prequela, por mais que se esforce, não consegue provocar-nos o mesmo interesse. De qualquer modo, é um daqueles filmes que vale a pena ver uma vez, nem que seja por curiosidade. A direcção de William B. Bell é sólida o suficiente para a tarefa que tem diante de si: com uma cinematografia boa, bons cenários e figurinos, o filme funciona razoavelmente bem e cria alguma tensão dramática agradável e bem modelada. Os cenários e figurinos fazem o seu papel, e a edição parece ter sido bem feita, na medida em que o filme não se perde nem desperdiça tempo, mantendo um ritmo agradável. O maior aspecto de interesse do filme é o retorno de Isabelle Fuhrman ao papel que lhe deu celebridade. E, verdade seja dita, ela faz tudo o que pode para nos oferecer o mesmo nível de interpretação, não obstante o esforço titânico para vencer a biologia: o tempo que passou entre os dois filmes não perdoou e a actriz, agora, dificilmente pode ser confundida com uma menina, isso perdeu-se. Foi um erro esperar tantos anos para a rodagem deste filme e qualquer seguimento (agora tudo são franquias não é?) obrigará à descoberta de uma nova actriz. O filme conta, também, com boas interpretações de Matthew Finlan e Rossif Sutherland, mas quem praticamente rouba os holofotes todos é Julia Stiles, actriz que tem um papel verdadeiramente luxuoso neste filme e vai provavelmente surpreender.

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