
Tipo
Filme
Ano
2012
Duração
83 min
Status
Released
Lançamento
2012-01-06
Nota
4.7
Votos
836
Direção/Criação
William Brent Bell
Orçamento
US$ 1.000.000
Receita
US$ 101.800.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Isabella quer fazer um documentário sobre sua mãe, Maria, que está internada por ter matado três clérigos. Ela suspeita que Maria talvez esteja possuída por um demônio e chama dois exorcistas para ajudá-la.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Tentaram imitar “O Exorcista” mas honestamente deviam ter ficado quietos.** Sempre que me preparo para ver um filme de terror faço-o com cautela. É um género de cinema que gosto, confesso, mas tem tanto lixo e filmes péssimos que é realmente difícil ver um filme que valha a pena. E quando o filme é filmado usando a técnica do “found footage”, temo o pior. Neste caso concreto, acho que todos os meus receios encontraram fundamento. O filme, como imensos outros antes e depois, concentra a sua atenção no exorcismo católico e fá-lo, como imensos outros filmes, de uma maneira que roça o absurdo. Sem querer puxar de galões que sinto que não possuo nem mereço, deixem-me esclarecer que sou católico, vou à missa e conheço vários padres, diáconos e alguns bispos, portanto tenho um bom conhecimento da Igreja. Por isso, posso dizer que quem tiver o mínimo de conhecimento dos rituais católicos sabe muito bem que tudo o que este filme mostra é uma treta, e pior, uma treta copiada do famoso filme “O Exorcista”, dos anos 70. Até as falas dos sacerdotes são idênticas! A diferença é que “O Exorcista”, apesar de ter mostrado um ritual inventado, compensa muito noutros aspectos, como a qualidade e empenho de todos os envolvidos, a intensidade das cenas etc. É um filme magnífico e dá-nos o que este filme não consegue dar: tensão, suspense, medo. O que é o exorcismo católico? O filme pega no assunto mas não o desenvolve. Permitam-me esclarecer: o exorcismo é um sacramental que tem de ser autorizado por um bispo e feito por um padre devidamente habilitado, mas que só se usa em último recurso e quando há apoio médico e psiquiátrico, isto é, quando a própria medicina e psiquiatria sentem que não podem mais ajudar aquela pessoa. Portanto, é o último degrau numa série de recursos que a Igreja possui e que começa no acompanhamento que cada padre dá aos seus fiéis. Não se pode fazer um exorcismo sem permissão ou sem a presença de pessoas capazes, incluindo um médico, e de facto não há filmagens. O filme menciona isso, e faz bem, mas depois põe sacerdotes em situações de flagrante desobediência. Não sei se seria caso para uma excomunhão, como diz uma das personagens, mas tenho a certeza que os padres do filme teriam sido imediatamente suspensos e poderiam ser até impedidos de exercer funções sacerdotais. Portanto, tudo o que vemos neste filme é uma desculpa para um Carnaval que o filme chama de exorcismo. A própria história e a construção das personagens é altamente deficiente. O elenco não ajuda, mas não culpo os actores. O fracasso do filme vem, nitidamente, de um mau roteiro e do mau material dado ao elenco. Suzan Crowley foi a melhor actriz aqui, com um desempenho convincente de loucura que realmente funciona bem. A brasileira Fernanda Andrade pode juntar-se ao rol de actores brasileiros que deu o salto para os EUA mas não foi particularmente feliz neste filme. Simon Quarterman e Evan Helmuth foram medíocres. A nível técnico, o filme é globalmente mau. O melhor foi a performance dos duplos e artistas, no geral anónimos, que deram vida às cenas mais violentas e às cenas onde as personagens se contorcem. É preciso ter elasticidade para conseguir aquelas proezas, e as pessoas que fizeram isso neste filme merecem um aplauso. De resto, podemos destacar pela negativa a péssima cinematografia, ao pior estilo “found footage” e que não sabem sequer tirar algum partido da beleza da cidade de Roma. Os cenários e figurinos são monótonos e a banda sonora nem é digna de menção.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
