Highlander: O Guerreiro Imortal
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Highlander: O Guerreiro Imortal

Highlander: O Guerreiro Imortal

Só pode haver um.

Tipo

Filme

Ano

1986

Duração

116 min

Status

Released

Lançamento

1986-03-07

Nota

6.9

Votos

2.874

Direção/Criação

Russell Mulcahy

Orçamento

US$ 19.000.000

Receita

US$ 12.900.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Connor MacLeod, um guerreiro escocês do século XVI, imortal e, após algum tempo, encontra Juan Ramirez, imortal como ele. Ramirez o ensina a manejar uma espada, pois a única forma de matar um imortal é cortando sua cabeça. Após alguns séculos, surge um inimigo, imortal como ambos, que pretende decapitar Connor, para se tornar o único imortal da face da Terra.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um "filme de capa-e-espada" muito hard-rock.** Este é um dos filmes mais icónicos dos anos Oitenta e tem uma das bandas-sonoras originais mais interessantes da década (pela mão mestra dos Queen, conta com alguns dos seus maiores sucessos, como "Who Wants to Live Forever"). A personagem principal é o escocês Connor MacLeod, nascido no século XVI e expulso do seu próprio clã quando descobriu que não podia morrer. Mais tarde, conheceu Ramirez, um cortesão espanhol que sofria da mesma condição e o ajudou a entender o seu propósito no mundo: derrotar outros imortais, assimilar a sua energia até restar só um, o que lhe daria por prémio um poder para além da sua compreensão. Porque isso tudo acontece? O filme nunca dá uma explicação e parece que os imortais não sabem também. Mas o prémio final é desejável. O filme faz uso de flashbacks para mostrar eventos do passado e nem sempre evita falhas de roteiro. Porém, o ritmo rápido e a quantidade de cenas de acção ajudam o público a não pensar nisso. Nenhum personagem parece ter uma personalidade ou psicologia bem desenvolvida. Claro, McLeod tem alguns traços psicológicos interessantes, que foram sabiamente explorados, e que se prendem com uma certa amargura face ao passado e à sua condição imortal. Mas é só isso... até o vilão, Kurgan, é meio artificial. As cenas de ação são basicamente duelos com espadas de grande tamanho. Os movimentos de esgrima não seriam capazes de dar a vitória a qualquer esgrimista sério mas são suficientemente bons na tela para enganar o público. O filme inclui algum romance mas é tão desinteressante e foi tão pouco explorado que acaba não tendo valor. O elenco é liderado por Christopher Lambert, Roxanne Hart, Clancy Brown e Sean Connery. Sem dúvida, faz um óptimo trabalho e cumpre o seu papel sem grandes erros, mas igualmente sem grande brilhantismo. A excepção é Sean Connery, que faz um óptimo desempenho e ajuda muito na qualidade do filme, apesar da brevidade do papel que tem e do pouco que ele tem para fazer aqui. Os cenários são bons e os efeitos especiais, particularmente no final, são impressionantes, considerando a época em que o filme foi feito e os anos que já passaram. Este filme não é, de todo, um dos melhores que já vi em termos de qualidade mas, apesar de fraquezas, funciona bem, é bom de ver e entretém o público muito bem. Talvez por isso se tenha mantido popular por tanto tempo (quase até ao fim do milénio) e ainda hoje tenha uma boa legião de admiradores.

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