A Balada do Pistoleiro
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A Balada do Pistoleiro

A Balada do Pistoleiro

Quando a fumaça se dissipar, significa apenas que ele está recarregando.

Tipo

Filme

Ano

1995

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

1995-08-25

Nota

6.9

Votos

3.099

Direção/Criação

Robert Rodriguez

Orçamento

US$ 7.000.000

Receita

US$ 25.405.445

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

El Mariachi é um ex-músico que chega a uma cidade carregando várias armas dentro da caixa de um violão. Ele está atrás de Bucho, que matou sua namorada e ainda atirou em sua mão. Desejando vingança, ele conta com a ajuda de Carolina, uma bela mulher que é dona da livraria local.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Acção, tiros, balas e… “latinxploitation”?** Confesso que esperava mais qualquer coisa deste filme. Fiquei com a sensação de que tem pouco a oferecer-nos além de duas toneladas de cenas de acção espectaculares, com explosões, centenas de tiros e alguma destruição gratuita. Mais ainda: fez-me recordar daqueles filmes dos anos 70, a que chamamos “blaxploitation” por terem reforçado uma série de estereótipos sobre a comunidade afro-americana: se estivermos atentos, temos quase todos os estereótipos que imputam aos latinos e aos mexicano-americanos. Em geral, não sou um adepto do politicamente correcto e estou-me nas tintas para os estereótipos! Lido bem com isso, sendo eu um orgulhoso português que nasceu e vive num país latino, mas sou solidário com aqueles que, principalmente nos EUA, sofrem com os preconceitos sobre a comunidade latina, uma vasta comunidade que engloba os falantes de Castelhano e Português esquecendo, curiosamente, que os italo-americanos também são culturalmente latinos. Robert Rodríguez é latino e faz filmes que espelham isso. Acho que ele deve ser um homem orgulhoso das suas raízes e acho isso magnífico. Devemos ter esse orgulho. Por isso, penso que ele fez este filme dentro desse espírito, mas as minhas dúvidas residem nisto: um filme com tanta violência, com tanta relação com as drogas e a criminalidade, foi bom ou mau para os latinos? António Banderas é um dos maiores actores espanhóis de sempre e transitou facilmente para Hollywood, onde a sua carreira tomou proporções estratosféricas. Aqui, ele fez um trabalho interessante, que mistura um pouco de amante latino com gângster e zorro. Ele tem o perfil adequado e foi uma boa escolha. Também gostei muito de ver o Joaquim de Almeida, meu compatriota, naquele que foi o melhor filme norte-americano que ele fez até ao presente momento (e penso que as produções podiam mesmo apostar mais neste actor, penso que ele tem talento e capacidade). Steve Buscemi dá um toque simpático ao filme, e Danny Trejo e Tarantino fazem breves e inócuas aparições. Salma Hayek, outra boa actriz, infelizmente tem apenas de ser ‘sexy’ e quente na cama. Isso é pouco. Eu não sei qual foi o orçamento da produção, mas não me parece um filme barato, pois a quantidade de nomes fortes da indústria neste projecto é considerável e ninguém, hoje em dia, trabalha de graça. Também temos um departamento de efeitos especiais bom, de grande capacidade e criatividade: os cenários são muito realistas e as cenas de acção do filme são muito bem pensadas e realizadas. Como filme de acção, funciona de maneira impecável e é uma delícia para os apreciadores. O roteiro, infelizmente, é muito menos interessante, com demasiados estereótipos, fraquezas, clichés e diálogos insípidos.

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