
Tipo
Filme
Ano
2001
Duração
90 min
Status
Released
Lançamento
2001-05-18
Nota
7.8
Votos
19.278
Direção/Criação
Andrew Adamson
Orçamento
US$ 60.000.000
Receita
US$ 489.676.241
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em um pântano distante vive Shrek, um ogro solitário que vê, sem mais nem menos, sua vida ser invadida por uma série de personagens de contos de fada. Todos eles foram expulsos de suas casas pelo maligno Lorde Farquaad. Determinado a recuperar a tranquilidade, Shrek faz um acordo com Farquaad: todos os personagens poderão retornar aos seus lares se ele e seu amigo Burro resgatarem uma princesa que foi aprisionada por um dragão.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Memorável.** Este é um daqueles filmes que trouxe uma lufada de ar fresco ao mundo da animação digital. Agora, passados vinte anos, é possível compreender o impacto que estes filmes tiveram naquela altura. De facto, este filme inaugurou uma notável tetralogia que se estendeu pela primeira década do século e que se pautou pelo sucesso junto da crítica e na bilheteira, consolidando a DreamWorks como um dos gigantes do cinema animado. A acção do filme decorre num mundo de contos de fadas: Shrek é um ogre que vive sozinho no pântano e gosta da sua vida livre e despreocupada, onde se diverte com banhos de lama e com as visitas ocasionais de camponeses dispostos a matá-lo e que ele faz fugir com um rugido. Mas isso vai mudar: o prepotente Lorde Farquaad decide mandar para o pântano todas as criaturas mágicas que considera aberrantes e casar-se com uma princesa para finalmente ser um rei de verdade. Shrek contesta o gesto do senhor feudal, mas em resposta apenas recebe a promessa de que terá o pântano de volta na condição de regressar com a princesa, que está presa no alto de uma torre guardada por um dragão, à espera de ser salva. O filme é excelente a todos os níveis: maravilhosamente bem editado e montado, é daqueles filmes que nós vemos sem sequer sentirmos o tempo a passar. O roteiro mistura bastante bem o humor ingénuo dos filmes animados com temáticas mais maduras como o amor, o triângulo amoroso e a ambição desmedida. É um filme para toda a família. Outra vantagem do roteiro é misturar e desconstruir os contos de fadas de uma forma nunca vista: assim, temos o Homem de Gengibre a ser amigo do Pinóquio, os Três Porquinhos e o Lobo Mau a conviverem em relativa harmonia e uma princesa que está longe de ser ortodoxa. Pessoalmente, gostei em particular do Robin Hood e do seu bando de alegres salteadores, que nunca fizeram tanta justiça ao seu nome, os “Merry Men”. O filme conta também com um excelente trabalho de dobragem de voz e uma escolha criteriosa de vozes para as personagens. Podemos ouvir as vozes notáveis de Cameron Diaz, John Lithgow e Mike Myers, mas vai ser seguramente o trabalho impecável de Eddie Murphy que vai ficar nos ouvidos, graças à forma espirituosa e alegre com que deu voz ao Burro. A nível técnico, o filme é impecável. A DreamWorks investiu muito nesta produção e isso teve os seus frutos: ainda hoje, vinte anos depois, o filme é visualmente elegante e muito bonito, com excelentes cores e um trabalho cinematográfico pristino. As cenas de acção ocorrem de modo pontual e são memoráveis, assim como o final. A banda sonora é mais discutível… o filme usa várias peças de música ‘pop’, como “I’m a Believer” dos Smash Mouth, que até combinam com o espírito jovem do filme, mas não são tão boas nem interessantes assim quando ouvidas por si mesmas. Da mesma forma, o “cover” que Rufus Wainwright fez da canção “Hallelujah” não é uma das versões mais memoráveis da melodia, originalmente cantada por Leonard Cohen, mas também não destoa quando ouvida no filme.
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